domingo, 12 de dezembro de 2010

NADA COMO TER AMIGOS#∞ (POSTAGEM REPETIDA, MAS SINCERA)

Desde que um assaltante levou a minha roupa ao apontar uma arma contra minha cabeça e me deitar no chão, em 2000, sofro de urbanofobia aguda. Ou seja, tenho um medo patológico, doentio de caminhar pelas ruas do centro da cidade de Aracaju, lugar pelo qual sinto um apreço muito forte, que vai além de minhas reações programadas à beleza arquitetônico-histórica do lugar. Na noite de ontem, portanto, fiquei com muita vontade de ver um filme uruguaio que seria exibido num palácio governamental, localizado justamente no Centro da cidade de Aracaju. E eu senti medo de ir, estava quase desistindo, quando dois amigos me puxaram e me fizeram ver o filme, que foi ainda melhor do que eu esperava. E estes dois amigos são meu ‘yin’ e meu ‘yang’: Jadson e Américo. Falo um pouco deles a partir de agora:

Jadson é taciturno, ranzinza, filosófico, fã de Michelangelo Antonioni, David Cronenberg e Ingmar Bergman, meu melhor amigo desde os 15 anos de idade, aquele que me ensinou a ouvir música brasileira de qualidade e aquele que me deu suporte nos dramas familiares mais intensificados de minha vida; Américo, por outro lado, é efusivo, alegre, quase bipolar, tornou-se um irmão postiço quase inseparável desde uma orgia sexual em que nos apoiamos mutuamente na contenção para-matrimonial ano passado e é fã de Lady GaGa, François Truffaut, do seriado “Glee” e vários outros artefatos do mundo ‘pop’ contemporâneo. São muito diferentes um do outro, mas... Como eles me complementam!

Agradecido que eu estava por eles terem me trazido ao local que elogiei no primeiro parágrafo, pedi que eles posassem para uma foto. Qual não foi a minha estrondosa surpresa ao perceber como a mesma sintetizou metonímica e emocionalmente como eles (Jadson, Américo e o centro da cidade de Aracaju) são por dentro e por fora: encantei-me com esta foto. Encantei-me com a beleza do lugar em que estivemos ontem à noite. Encanto-me e reencanto-me sempre que estou ao lado destes dois amigos queridos, que brigam muito entre si, obviamente, mas amam-me e são amados em igual medida. Amo-os! O jargão que tanto me redefine “nada como ter amigos” é elevado ao infinito nesta foto!

Wesley PC>

2 comentários:

  1. Bela foto, belo momento e te amo realmente...

    Jt

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  2. O que sei é que Américo é mais louco que eu. Ai que alívio.

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