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sábado, 4 de dezembro de 2010

Coisas da MINHA VIDA


AVISO: NÃO PRECISO DA PENA DE NIGUEM “ A DOR É MINHA” E FODA-SE QUEM NÃO QUEIRA OUVIR LAMENTOS, SIMPLESMENTE NÃO LEIA!!!!!!!!!!!

Dia 17 de novembro de 2010, às 9 horas da manhã, prova de conhecimento específico, cinco livros em pauta, três deles compuseram a prova. 3 horas de prova, assuntos que nunca vi antes. Nota final 8. Ótima nota. Não o suficiente. Não excelente.
“Não basta ser bom, tem que ser o melhor” desde adolescente ouço essa assertiva e cada vez mais me irrito com ela.
Sociedade competitiva, inserido no sistema. Sinto na pele. Agora dúvidas, angústias. Não consigo me comportar estoicamente como um amigo ainda muito querido.
Não tenho mais fôlego (acho) para tentar de novo, vou pagar na pele com um sim ou sucumbirei ao conformismo.
Derrotismo. Palavra feia, por vezes elogiada pelos poetas. Pulsa forte no estômago o desejo de sair, de me ir....
“a tristeza não presta” dizia também um poeta, acho que sou viciado nela.
Estou na metade da leitura de um livro sobre um perdedor, um cara do interior, que carrega nas vísceras uma vontade de deixar pra trás os grilos e besouros, mas que não entende, não sabe, não compreende o concreto das ruas grandes. Sofre e deixa as coisas, foge delas, corre atrás de outras e perde e erra e perde. Não consegue, mas deseja com as mesmas vísceras.
O conceito de “entre lugar” esta na moda, não conseguir nem estar nem ser, mas pulsar.
“Reconhece a queda e não desanima” “devo de ir cego e sem direção”, “ilusões fartas”.
Mas vivo, vivo com força e por isso lamento, choro, me rasgo e fico feliz e vivo novamente.

Jt

domingo, 8 de agosto de 2010

E EU NEM TINHA ME DADO CONTA... MAS AGORA AMO TAMBÉM A PARTE MASCULINA DE MINHA FAMÍLIA!

Hoje eu acordei com vontade de ver “Nossa Vida Não cabe Num Opala” (2008, de Reinaldo Pinheiro). Não tinha nenhum motivo específico para tal. Acordei com vontade e pronto! Achei um jeito de conseguir o filme e taquei-o no reprodutor de DVDs. Tinha ouvido muita gente falar mal, mas confiava no elenco. Paguei pelo preço de minha vontade...

Tava pouco me lixando se o filme era bom ou ruim. Para além de sua qualidade rotular propriamente dita, interessava-me ver o quanto ele transmitia-me de nacionalidade, de Brasil, de um lugar que eu reconheço como sendo aquele em que vivo, de pessoas que falam a mesma língua que eu e que podem pensar e fazer coisas que eu posso pensar e fazer... Infelizmente, a desorganização estilística do diretor Reinaldo Pinheiro desperdiçou muito do que aquele grande elenco poderia oferecer: Milhem Cortaz encarna um insuportável estereótipo de rapaz fodido; Leonardo Medeiros faz o fodido ao cubo a que já se acostumara; Jonas Bloch e Paulo César Pereio se destacam pela consagração chula de um cinismo sempre bem-vindo, mas têm poucas oportunidades de brilharem frente ao tom lamentoso do roteiro; Maria Manoella promete, mas, no caso dela, promessa não foi dívida; Dercy Gonçalves faz rir em sua rápida aparição; Marília Pêra surge, bastando; e o idiota do Gabriel Pinheiro devia ser punido pela esculhambação que faz no que tange aos meus fetiches desejosos pós-adolescentes. A exceção nesta mixórdia vai para a adorável Maria Luísa Mendonça, que repete três vezes um mesmo texto de sedução arrependida, mas é boicotada pela trilha sonora. Merda!

Quando eu já estava quase me acostumando à sub-mediania do filme, uma lembrança estranha. O fantasma de um ladrão de carros recém-falecido surge no carro roubado de um ladrão de carros enfastiado e, no meio da conversa, o primeiro pergunta: “por que tu não vais com a minha cara?”. A resposta é no ato: “porque tu és meu pai!”. Bastou. Foi aí que eu saquei que hoje era dia dos pais – e que eu não conheci meu pai – e que eu estou pouco me lixando para isso – e que meus dois irmãos estão em casa neste exato momento, vendo o jogo de futebol Flamengo X Corinthians na TV – e ambos são flamenguistas – e, por enquanto, o time deles está perdendo – e eu não ligo muito para futebol, mas admito que o poder de coesão (e de disrupção) deste esporte me é relevante no plano sociológico. Por isso, eu até que tento entrar de vez em quando na conversa deles (meus dois irmãos, um de 42 e o outro de 27 anos), que trocam experiências masculinas em minha sala, neste exato momento, mas nem sempre consigo. Sou diferente, acho!

Ai, ai, família...

Wesley PC>

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ALGUÉM ME AJUDE!!!

Antes de pedir a tal ajuda, uma explicação sobre quem sou eu, para quem esteja a desconfiar de minha ausência: chamo-me Wesley, tenho quase 30 anos, estudo Jornalismo na UFS e trabalho com burocracia e gente que grita mesmo sem ter razão. Recentemente, tive acesso a 13 filmes de um cineasta espanhol de nome Eloy de la Iglesia, homossexual, ex-viciado em heroína, morto. Um artista que adotou um delinqüente juvenil muito bonito e também viciado em heroína com um filho com quem podia fazer sexo. Não há quase nada sobre ele em português, mas seus filmes são ótimos. E eu me tornei dependente dele. Estou viciado! Não consigo parar de ver e comentar seus filmes, mas, como quase ninguém o conhece, soçobro na solidão. Preciso de ajuda: alguém se habilita a ver os filmes de Eloy de la Iglesia comigo?

Este fotograma postado pertence ao último de seus petardos a que tive acesso: “Os Prazeres Ocultos”, de 1977. No centro da trama, um banqueiro que vive sua homossexualidade prática na surdina de sua vida social elevada e erudita. Até que ele se apaixona por um menino pobre de bairro. Que nem eu. E dá dinheiro, emprego, motocicleta, prostitutas... Tudo que o menino quer. Que nem eu. Até que ele não mais se contém e revela que ama o menino. Que nem eu. E o menino fica com raiva, mas já tinham desenvolvido uma amizade com reservas... E o filme segue, pois ainda está no começo. Toda a minha vida futura/potencial passou diante de meus olhos naquela sessão! Preciso de ajuda: alguém se habilita a ver os filmes de Eloy de la Iglesia comigo?

Wesley PC>