domingo, 11 de julho de 2010

FAÇAM TUAS AS TUAS PALAVRAS (E IMAGENS)!

“Os jovens de hoje não podem continuar sendo educados como se não tivessem que assumir a criação dos próprios filhos e, portanto, a continuidade da comunidade nacional. A preocupação com os índios e com o meio ambiente, fomentada pelas escolas freqüentadas pela classe média, inserem uma inversão da hierarquia de valores. De nada adianta cultivar uma atitude conservacionista diante da natureza, deixando combalidos os pilares da sociedade: a família e a empresa” .

O texto pode ser encontrado na página 38 de “A Agenda Teórica dos Liberais Brasileiros”, publicado por Antonio Paim em 1997, através da Massao Ohno Editora; a fotografia pertence ao filme “O Desejo Liberado” (2006, de Mathias Glasner), um filme alemão de quase 3 horas de duração, em que um estuprador sai da cadeia – após 9 anos de reclusão preconceituosa – e não sabe o que fazer com todo o desejo sexual proibido que sente: ele estuprará de novo e, ao invés de condená-lo, a direção e o roteiro desta quase obra-prima melancólica põem-se ao lado dele, como se fosse um de nós em tela. Fiquei horrorizado ao ler o texto. Fiquei triste e excitado ao rever a imagem. Viver tem dessas coisas. A Adriana Calcanhotto bem sabe disso...

Wesley PC>

3 comentários:

  1. estou, nesse exato momento, tentando responder a um questionário até interessante sobre as forças que pressionam as sociedades ao redor do mundo...
    escrevo com medo sabe de que? de parecer radical demais. Essas forças são bem óbvias, embora complexas. Tento citar a mídia (embora entenda muito pouco), do mercado internacional, da globalização, da homogeneização cultural, etc etc...Mas com medo de parecer radical demais. É que é tudo muuuito natural, amigo comunicador. O pior é que dizem que ainda há pilares. Ainda há?

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  2. Bom, se serve de consolo, terei uma apresentação de seminário sobre JORNALISMO AMBIENTAL na quinta-feira e meu medo é que eu não pareça radical demais...

    Hoje em dia, se ainda houver pilar, a radicalidade é uma proposta à qual me filio prontamente!

    WPC>

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  3. Nossa. Horrorizo-me com textos assim como o trasncrito nesse post, com comentários homofóbicos de orkut como há tempos Jadson havia postado que ocorrera depois de performances em Ouro Preto, como um agora que tive notícias sobre paulistanos dizendo temer ida de nordestinos (ratos, no dizer de umd eles) por conta das enchentes para SP. Medo. Com professores sendo presos em quartos escuros. Medo e vontade de falar, colaborativamente: é necessário radicalizar em alguns momentos. Radicalizar não é atacar ferozmente (como nos casos que citei).
    Depois de ler os dois capítulos iniciais de Depois da Teoria do Terry Eagleton, e de ter gostado muito, e de ter pensado bastante que é preciso sim ser crítico sempre, pois toda teoria deve ser política, deve ser sempre reflexiva...Depois de tudo isso, Wesley, digo: seja radical no que você acredita. Não dá para ser jornalsita meia-boca. Não dá para ser nada meia-boca.

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