Estou lendo o “Purgatório” de Dante Alighieri e, nos cantos que já consumi até então, os protagonistas (o próprio autor e o poeta Virgilio) vagaram por três círculos de pecadores capitais, o dos orgulhosos, o dos invejosos e o dos iracundos. Não sei qual será o próximo, mas temo que eu seja lancinado pela culpa decorrente da identificação. A cada novo dia que enfrento na Terra, sentimentos semelhantes ao ciúme me sussurram possibilidades desgostosas aos meus ouvidos. E, por serem desgostosas, eu não gosto delas. Não gosto de ciúme, nunca achei que fosse prova de amor ou qualquer coisa do gênero. Amor se doa por completo, amor se dá sem saber a quem, amor preenche até mesmo quem tachamos por inimigos. Amor é extrínseco e intrínseco. E eu amo até mesmo estes cãezinhos que em breve sairão de minha casa...
Wesley PC>