Antes de qualquer coisa: postaria aqui uma foto que gosto muito: Hannah Arendt jovem, encostada em uma parede, fumando.
E a foto tem um motivo: abri o programa de uma disciplina que vou cursar agora chamada Pesquisa em Linguagem e o programa trabalhará um livro da Arendt. A condição humana. Um livro que já esteve em minhas mãos na época em que eu elaborava o projeto com o qual consegui entrar no mestrado. E que voltará agora em discussões.
Feliz por isso.
E o título da postagem se dá porque me lembrei que outro dia, pegando uma carona com umas pessoas que não conheço muito, alguém falava sobre umas cidades de interior e uma moça faloiu: "Lá é ruimd emais, não há nada o que fazer, deve ser bom para homem porque tem muitos bares, mas para mulher não!".
Como assim?
Então os bares são lugares só para homens?
Qual o lugar das mulheres, então?
A cozinha ainda? Os shoppings? Um clube para o chá das cinco?
Pasmei em saber que ainda há disso na cabeça de algumas mulhers: de que há classificações: o que pode um homem e o que pode uma mulher.
Qualquer lugar deveria ser para qualquer um.
Gente é gente... (como diria Caetano: e nasceu para brilhar e não para morrer de fome). (risos por conta do comentário-piada nada a ver).
Quem gosta de beber e de beber em bar: vai para o bar: seja homem, mulher, azul, anão, roto, feliz, descendente de japonês, etc.....
Que venha Hannah e que a moça aprenda que lugar de mulher é onde ela queira. Assim como o homem.
DÊ na cara, MULHER!
ResponderExcluirE, graças a Romero, tive a oportunidade de ler este livro soberbo, de onde jamais esquecerei a extraordinária diferenciação entre TRABALHO E LABOR. Boníssimo!
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