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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fragmentos

Cantada matinal: "Seu mundo caiu? Corre para o meu que ainda está de pé!".

Um pensamento: "Se minha casa pegar fogo, eu salvo o fogo".

Um caminho: intinerância. O absurdo e a graça num cheiro de goiaba.

O livro de Gabriel Garcia Marquez em minhas mãos e o pensamento voando em um avião a jato só para falar oi.

Os livros. Em minha vida, sempre os livros. E fluxo-floema por vinte contos em minha frente. Ousado. Verde e branco. Antigo e novo.
Eu sem nenhum puto. Lembrando: "Liberdade é pouco: o que eu desejo ainda não tem nome".

"A sua camisa é de um verde próximo ao da loucura". Sussurrado no ouvido. Bar cheio. Duas. Ela me disse assim: na lata.

Desde que me recebeu, a cidade d'Oxum: muita água, claro. Mas, uma palavra insite: FOGO...

sábado, 4 de dezembro de 2010

O sertão vai virar mar

Aviso a todos que o sertão vai virar mar. Estou ansiosa para fazermos a viagem para o sertão de Canudos. Será uma viagem cheia de significados. Pois será o encerramento de uma disciplina que gosto tanto de fazê-la que estou a cursá-la pela segunda vez! É a disciplina Memória, História e Literatura. E depois de tantos sertões, de Janaína Amado, de Vicentini, Schiavo, etc e tal. E de Euclides da Cunha e de gGimarães Rosa e de Ronaldo com Galiléia e do Antônio Torres com Essa Terra. E depois de Dãolalalão e de Buriti. E depois de tanto encantamento, de tantas contribuições. De babarmos pelo sertão. De nos sentirmos sertanejos e apaixonados. Depois de tudo isso: o sertão. Pisar o sertão de Canudos. Todos juntos. Estou ansiosa e feliz. Será uma experiência bonita. Palpável. Feliz. Sertão. Calor humano. Gentileza. Friozinho a noite. Estrelas no céu. Memória. Os cheiros. Tenho certeza de que vou voltar com os cheiros todos para rememorar depois. Para sempre em mim, em minha memória, para coadunar com Adélia Prado:  "o que a memória ama, fica eterno". Voltar carregada de sertão, assim como vou. carregada dele já. Anunciando que chegaremos com um mar de sertão nos olhos. Sertão infinito, horizontal, sertão de se mergulhar. De cabeça e tudo. Sertão azul de acrílico piscina, como o do Karin e do Marcelo. Sertão dos que viajam porque precisam e voltam porque amam. Ser-tão.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O cuscuz do dia-a-dia

Em matéria de mei doido
Eu me sinto mais ou menos
Dei com as palavras no palco
Feito um Biu de paletó
Severino pra platéia.
Usei palavras plebeias
Que nunca puderam entrar
Em discurso ou poesia.
Palavras soltas, baldias
Daquelas só disponíveis
Nas últimas nuvens do céu.
Conversei com flamboaiãs
No puro flamboaianês.
Despejei cachos de lágrimas
Pros versos de Assaré.
Beijos de rapadura
Pro vozeirão de Luiz
Sofri adivinhaduras
No sertão do pensamento.
Senti, naquele momento
Que isso era um fazimento
Democrático feito jeans.
Sem rodeio e sem pantins
Sem nhenhenhém, sem besteira
Fiz de velhas cuscuzeiras
Um gordo baú de flandre
Forjado em Campina Grande
Com três tons de serventia:
Deixar minha poesia
Meu verso e meu converseiro
Com textura cor e cheiro
Do cuscuz do dia-a-dia.
(Jessier Quirino)

P.S.: Lembro-me de quando estive em Brasília, uma garota, de repente falou em cuscuz. Era tarde da noite. E ficamos querendo comer cuscuz. Cheguei a sentir o cheiro do cuscuz. A boca salivando. A memória também é olfativa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

De olhos e coração cansados ou como está fora de ARACAJU


Desde o dia 15 de novembro que ponho na estrada, Brasília e Goiânia, duas cidades de climas parecidos no centro-oeste do nosso país. clima seco é peculiar às duas cidades.

Brasília: cidade planejada, com construções modernas, casas de linhas retas organizadas de forma objetiva. moradias também no subsolo, relações pessoais frias, distantes, poucas pessoas nas ruas, ruas largas de margens distantes, muitos carros, clima seco. é uma cidade que pulsa solidão monumentos arquitetônicos faraônicos belos e estranhos, distantes, andar nas suas ruas e se projetar em filme de Antonioni, tudo sendo construído, asfalto, concreto, metal e pouca vida, tendência forte ao neoliberalismo.... É a capital do país!

Goiânia: cidade igualmente planejada, moderna, moradias um pouco mais subjetivas, ruas largas, pessoas nas ruas, carros, muitos carros, bastante arborizada, as relações mais vivas, pessoas mais solícitas, contudo um ar conservador alimenta o espírito interiorano da cidade que almeja o cosmopolitanismo, sem mar, muitos bares, muita gente bebendo, pouco lugar cultural. Clima seco, pesado, respiração difícil.

Tenho saudades, da minha terra, da minha gente, é impossível não apelar para uma identificação e por mais que eu não queira aceitar, sinto que Aracaju é minha cidade preferida, que apesar de toda a carência dela, me reconheço em suas ruas, em seu litoral, em suas pessoas....

Sempre penso nessas coisas quando viajo...e viajo porque preciso e desejo....

Jt.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rapidinha


Estou numa lan-hause.
tempo curto
amo vocês
Viajei no fim de semana, foi limdo e bom.
Eu me irrito fácil, isso é chato!
eu amo meu amigo Wesley, cade ele?
Sei de uma coisa, quando ficamos muito tempo sem contactarmos é que algo está acontecendo......bem eu sei o por que, talvez ele tambem..

mais noticias logo, logo,

beijãooooooooo

Jadinho

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Flor de ir embora


Flor de ir embora
É uma flor que se alimenta do que a gente chora
Rompe a terra decidida
Flor do meu desejo de correr o mundo afora
Flor de sentimento
Amadurecendo aos poucos a minha partida
Quando a flor abrir inteira
Muda a minha vida
Esperei o tempo certo
E lá vou eu
E lá vou eu
Flor de ir embora, eu vou
Agora esse mundo é meu

A composição é de Fátima Guedes.

domingo, 1 de agosto de 2010

Feliz Agosto!

Hoje é dia primeiro de agosto.
Nem tinha me dado conta disso.
É mês de cachorro louco e, esse ano, tem sexta-feira 13.
Aqui chove e eu tenho dor de cabeça.
Quero muito voltar para Aracaju, ver os amigos, contar novidades e ouvir todas as deles.
Um abraço forte para eu me sentir em casa de novo. Os risos de Jadão. Tiago e suas ausências. As risadas de PC. Os olhos de Soares. A cumplicidade e loucura de Tatola.
Saudade. Saudade. Saudade.
Começo já a uivar...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Comei, este é o meu corpo

Mange Ceci c' Est Mons Corps do diretor Michelange Quay me pegou de surpresa de maneira fabulosa.
Fiquei embasbacada em muitas das passagens do filme e, quando voltava para casa, cansada da jornada pesada que é participar de um Seminário como esse que estou participando: a gente dorme super-tarde, acorda super-cedo, vê as mesas, fica muito feliz por umas, fica p da fica com outras, come rápido para não perder nada, pega fone de ouvido para tradução das falas dos gringos que vêem falar aqui e que a gente muitas vezes fica pensando: por que isso, com tanta gente aqui no Brasil, né? Então: quando voltava há pouco para casa (e hoje voltamos cedo porque está rolando jogo na TV e os meninos queriam assistir e não rolava de eu ficar sozinha lá no teatro e voltar para casa tarde, seria perigoso...), no buso, pensava: quero escrever sobre esse filme, mas sei que não vou cosneguir. O que eu falar, seja o que for, agora, não vai passar sequer a idéia inicial do que é o filme.

Belo, quase nenhuma fala. Imagens fortes. O filme é de uma força tamanha. Desconstói muitas idéias clicherosas quanto aos haitianos e quanto às mulheres (senhoras) haitianas e por aí vai...
É realmente uma experiência cinematográfica hipnótica e visceral como promete na sinopse.



Tenho visto uns curta-metragens legais também e depois, organizo o pensamento e escrevo sobre os que mais gostei.
Um documentário muito, muito bom chamado Willian Kunstler - perturbando o universo também me surpreendeu. E para mim, os dois melhores filmes até aqui foram o "Comei, este é o meu corpo"e esse documentário sobre Willian Kunstler.
Amanhã, acho, vai rolar o filme da Helena Ignez, Canções de Baal. Estou ansiosa. Assim como estou para ver Lucrécia Martel amanhã.
De Pasolini, vendo apenas o que não tenho como ver de outra forma que não num evento assim. Pois uma crítica ferrenha que faço é quanto a idéia de que parece que somos onipresentes: pois rolam várias coisas ao mesmo tempo. não dá para ficar em mais de um lugar e, portanto, temos que fazer opções drásticas, do tipo "dos males, o menor".

Estou com saudades de todos vocês e sempre que estou num lugar assim, evoco exaustivamente vocês.
Ontem mesmo Rogério falou, depois de uma fala (que achamos complicada) de um gringo (Italianao) quanto à (homossexualidade de ) Pasolini, ele disse: "Queria que Jadson ou Wesley estivessem aqui, para saber o que é que eles pensam...".

Carrego vocês aqui dentro sempre. Na minha maquininha de fazer filmes: a cabeça e o coração.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Kagolândia vem aí... Aguardem!

Pessoas, cabe aqui uma ligeira explicação quanto ao título do post: prometo-lhes uma série de escrevinhança divertido-poético-filosófica homônima.
Não dá para explicar muito, pois são nove e meia da manhã e eu vou viajar logo mais às 11:30h.
 Além do que estou com grandes e muitas idéias para a série (em especial títulos para a mesma), porém sem inspiração para principiar a escrevê-las.
Ainda devo confessar que uma vez desenvolvida a tal idéia, a mesma se deu a partir de uma conversa profunda com Tatiana Hora sobre TPM, idiossincrasias, viagens e...(ai, que não me seguro) coisas do tipo "cagando com a turma da Mônica".
Enfim, já estou com saudades dos amigos queridos, mas espero aproveitar bastante o Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual assistindo muito Pasolini e vendo o que é que Lucrécia Martel tem para me falar...
Que venha Salvador, então!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quanto custa uma passagem para o lugar mais longe, moça?


 Eu quero é ir embora, eu quero dar o fora...

Um dos muitos pontos do filme O céu de Suely que me emociona imensamente é quando Hermila chega num guichê de rodoviária e pergunta algo similar ao título do post.
Sinto uma tamanha identificação com aquele filme. O nordeste de plástico, as paisagens grandes, quase desérticas, os caminhões que passam, a cidade pequena, que mais parece cidade de passagem, cidade de não ficar. As motos que tomam o lugar das carroças. O video game e o calor.
O espaço é o espaço reconhecível por qualquer pessoa que foi criada em cidade do interior que nem é sertão brabo nem é capital. É lugar nenhum. É entre-lugar. É reentrância. É passagem e, tantas vezes, é prisão.
Há uns dez anos, eu e minha mãe, montamos num caminhão, com mudança e tudo e viemos para Aracaju. Não era o lugar mais longe, mas a sensação era quase a da moça do filme.
Era, para mim, uma fuga e era a esperança de um outro lugar.
E, aqui, as coisas foram acontecendo, se amontoando, e eu tantas vezes me perdi de mim. E tanto isso aconteceu que eu vivo pensando nessa possibilidade: "qual o lugar mais longe para se ir?".

Por essas e outras sensações é que tantas vezes compreendi o fato de muitas vezes a gente criar esse lugar longe mesmo sem sair do lugar que se está. É o famoso sótão do qual já falei tantas vezes. A gente não viaja, não sai do chão, mas é como se assim o fosse.
 Tem gente que chama a isso de loucura, delírio. Outros usam eufemismos e comentam: "como aquela pessoa é aérea, voadora".

Uma escritora de quem gosto muito, certa vez escreveu sobre uma velhinha que se perde no Maracanã. Num outro texto seu, ela traz uma parte desse texto da velhinha e termina assim: mas, deve haver uma sa-í-daaaaaaa.

Não sei se há.
Eu sou labiríntica. Tanto quanto a velhinha de Clarice no conto. Mas, penso muito como Hermila do filme. E me riu quando ouço "Um lugar do caralho" gritado por Wander Wildner. Outros me dirão: você é utópica.
Não. Eu não sou nada. Nonada.
Mas, tudo o que agora quero é pegar um ônibus e ir para um lugar, perto ou longe. De preferência um lugar de interior. Quero aquele clima.
Vou ganhar estrada. Disso sei que preciso.
 Porém, até isso é difícil.
Talvez queira eu agora, ir-me embora para Pasárgada, oh Bandeira querido!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Contando ovelhas – ou insônia danada, se vocês quiserem.



Ouço uma música bonita. Simples. Cantada em outra língua. Fala de amor? Não sei. A melodia me faz quase fechar os olhos e voar daqui. Para onde?
São ovelhas que conto para dormir. Ponho chapéu, laços, botas, pinto-as a cada uma de uma cor. Dou vida a essas minhas ovelhinhas. Serelepes algumas. Outras gordas, nem pulam. Apenas fazem méééééé e se mexem, ousadas, robustas. Gostosas, até. Gordura é sinal de formosura, meu bem! Pula, ovelhinha, pula! Não posso empacar no cem. Quero ir até mil, ouviu fofinha?
Fofinha é o caralho! Não vou desmanchar meu vestido assim pulando por causa de uma louca insone. Vou ficar aqui. Não me arrisco em cerca qualquer.
Volto do cem mesmo. Essa não pula nem a pau. Encontro ovelhas legais. Uma que viu um E.T. tem os olhos esbugalhados e parece doidona, tadinha. Feliz? Marijuana? Ou E.T. mesmo? Eu vi a luz. Era E.T., minha gente. Ela tem até a lã bagunçada, arrepiada, sei lá. Não, não é punk essa ovelha. A outra sim. Essa viu mesmo extraterrestre. E, por isso, também não quer pular, a desgracida.
Assim o sono não vem nunca!
Uma é gostosa demais par pular. A outra, é maluca, meu Deus!
Imagino que vou me deparar com uma ilustração do kama sutra quando chegar a ovelha de número 69.
Não. Mas, confesso que estava ansiosa. Mas, essa pulou rapidinho. Era bem normalzinha a de número 69... Opa! Pulou a cerca mesmo, MESMO! Vejo-a, a de número 69, do outro lado. Tinha uma cartola na cabeça e agora, agora ela está na posição que supus. Mas, não é do carneirinho a lingüinha ilustrativa. É de um sapo! Verde! Grande Gordo sapo de língua...todos sabem bem como é que é a língua dos sapos. Eles a lançam longe em busca de mosquitos, de moscas. E a simples ovelhinha soube bem me enganar e distrair! Essa foi a melhor pulada de cerca que uma ovelha poderia pular nas minhas insônias! Sapos são sapos com suas línguas e não são príncipes não. Danada!
Já pulei cem ovelhas. Cem não, noventa e nove. Noventa e nove não, noventa e oito. Por conta da gostosa e a doidona, né? A do 69 pulou sim e pulou feliz da vida ao encontrar um sapo de firme língua (ambígua).
De todos os tipos. As ovelhas. Quase todas as noites. As que não tomo diazepan. Com paz. Bonito nome diazepínico. Compaz.
Voltei as noventa e oito. Sempre assim: primeiro, cem da direita para a esquerda. Depois, voltam da esquerda para a direita. 1, 2, 3, 4...100. Então: 100, 99, 98...3, 2, 1.
Encontro cada ovelha nesses descaminhos, que só eu sei! Mas, agora, escuto uma música bonita. Simples. Cantada em outra língua. Fala de amor? Não sei. A melodia me faz quase fechar os olhos e voar daqui. Para onde?
Os olhos pesados, pesados. É uma ovelha. Com violão. Country é o que ela toca.
Voar, voar. Cadê a do E.T.? Meu Deus. Voar para onde?????????
                                                                                             

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meu amigo pós-erotico Tiago e a cidade de João Pessoa


Depois de passar dias escrevendo sobre o amor...... nenhuma putaria rolou.....
Só as coisas que tiaguinho posta aqui...

meu pé está doendo
e estou cansado
meu amigo tiago está do meu lado ele tão bonzinho e hoje em dia esta tão melhor tão mais vivo, gosto dele

e Jão Pessoa é de fato uma cidade legal, hoje comprei 20 reais de dvd pirata, pasoline, chaplin e outras perólas, tem uns 30 filmes de Bergman e eu sem dinheiro.....a o consumo.....

E eu tenho saudades de todos voces pois vos amo!

Beijo erotico em todos e até a volta

Jt