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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Postaria ontem, mas sem net, postei hoje: anacrônico?

Assisti, há pouco, ao filme Nome Próprio. Não vou falar do filme, nem se ele é bom, se ele é ruim, nem de seus planos, nem de sua ambientação, nem fazer uma análise de imagem e som. Muito menos vou falar da sua história. Nem vou pagar pau para o filme, nem para a personagem, nem para a direção. Nem pagar pau nem falar mal.
Mencionei o filme só para começar a escrever mesmo. Sem motivo. Sem conexão qualquer. Mas, também não quero entendimentos nem desentendimentos. Quero só escrever isso e postar. Pelo simples fato de que eu fiz uma conta para ter um blog. e porque ter um blog se constitui em mais ou menos isso: escrever e postar coisas. Só isso. Se eu não quiser escrever, não escrevo. E se eu não quiser publicar, não publico. Simples assim.
Talvez guarde na lembrança recente de que a personagem tinha um blog, se expunha. Sua página não possuía espaço para comentários e, por esse motivo, ela designou sua página de "não interativa". Talvez esse seja o motivo para eu ter começado a escrever falando sobre o tal filme.
Aqui tem espaço para comentários e, por esse motivo, comenta-se e, dialoga-se, interage-se. Além de que aqui é um espaço onde convidei mais pessoas e ele acabou muitas vezes sendo várias coisas ao mesmo tempo. Certa vez louvei essa não-classificação (em termos de gênero) dos blog's. Em espaços como esses pode-se escrever e publicar e trocar e oferecer e dividir crônicas, contos, poesias, diários, ficções, resenhas, desenhos, músicas, misturebas das maiores e das mais misturadas.
E, para a gente do maracujá, funciona até mesmo como um jeito de saber notícias uns dos outros. Quando um viaja, quando se mete em muitos trabalhos dos cursos e de seus trabalhos mesmo, ou seja qual for o motivo para sumirmos. O fato é: as vezes sumimos, e o blog também funciona como o lugar onde dizemos que estamos com saudades, que queremos notícias, desejamos saber da pessoa, etc.
Cada blog deve ter a sua especificidade e o da gente é bastante específico. Mesmo nesse emaranhado todo.
Pessoas entram, pessoas saem como colaboradores. E a gente, serelepe e incansavelmente, posta coisas e mais coisas. E muitas vezes, deixamos de postar por tempos a fio: ou por falta de acesso à Internet ou porque não queremos mesmo ou porque temos mais o que fazer. Horas é um meio de comunicação, outras de não-comunicação, ou como já colocou-se certa vez nos marcadores, de comunicabilidade incomunicável ou de incomunicabilidade comunicável.
Memórias, desejos, ficções, diários, sensações, desabafos, opiniões, divisões (de vídeos, de livros, de filmes, de casos e de causos, de quadros, de desenhos, de músicas), construções, resenhas de livros, de filmes. Misturebas.
E, aqui, diferente da página da garota do filme, tem espaço para comentário, inclusive espaço sem mediação alguma, ou seja, qualquer um que queira pode vir e comentar o que queiramos e tenhamos postado.
Certa vez quis instalar um medidor de visitas e até um desses lances (programas) que a gente fica sabendo das estatísticas: quem acessou e quando e por quanto tempo; qual a faixa etária, qual a região onde moram as pessoas que entram no blog, etc. Desisti. Primeiro, porque me deu trabalho, segundo, porque não tinha deliberado com os outros, terceiro, porque achei bobice: nunca compreendi minha intenção em ter um blog e muito menos entenderia um tipo de monitoração a esse blog, pra que me serviriam estatísticas, números? A mim, falo. Outros blogueiros, não os julgo, nem é isso o que estou escrevendo, qualquer tipo de agressão ou crítica. Só não me interessou saber. E, também, as vezes que tive contato com páginas que tentavam me explicar o porquê de ter um tipo de programinha destes, sempre falavam em melhorar o que postávamos para atingir mais público, para agradar as pessoas, para sermos lidos. Isso me desinteressou deveras. O clima era de competição e eu, mesmo sem saber para que tinha feito um blog, sabia que não era para competir ou para ser muito lido ou seja lá o que for nesse sentido. É bom eu ressaltar que não estou criticando quem faça uso de coisas assim. Um dia posso vir a usar neste ou noutro blog, sei lá. É só para frisar que não estou escrevendo, agora, nada agressivo nem peremptório, nem para a posteridade ad infinitum, salve, salve...
Como já havia falado noutras ocasiões, não sou muito ligada nessas coisas de Internet, entrei aqui de soslaio (como tem na primeira postagem) e começou a fazer mais sentido isso aqui para mim quando chamei meus amigos para participarem junto comigo disso que é para mim a estranheza boa de escrever assim. Uns chamei outros pediram para escrever. E assim tem sido. Uma mistureba.
E as fronteiras: público? privado? verdade? ficção? isolado? conjunto? continuam assim: com interrogações no final.
Aqui não há uma linha condutora, uma coerência de forma nem mesmo de conteúdo. É fluxo, é como se fosse a vida acontecendo, sem forma. Inesperada.
O interessante é que eu, sempre ou, para ser menos drástica, vez ou outra, fico me indagando quanto a escrever num blog. Por ora. Pois sei que posso deixar de escrever a qualquer momento. Ou nunca deixar de fazê-lo. Como tudo o que acontece normalmente na vida.
Vez ou outra é que ligo a tomada chamada blog. Por que tenho um blog? Por que escrevo coisas aqui? Para mim isso não é virtual, como certa vez respondi para Tiago. Mas, isso é só algumas muitas vezes. Noutras, tenho total consciência de que é virtual sim. Mas, virtual não é mentiroso. E por não ser mentiroso também não é que tudo seja a verdade mais verdadeira do mundo.
Às vezes há direcionamento ou psotagens direcionadas para pessoas, outras: não. Misturebas.
E tem a grande questão da escrita. Do escrever para matar demônios. E para criar outros tantos.
Talvez o espaço dos comentários seja mesmo um indicador que há interação. Pois há mesmo abertura para um tipo de diálogo. Se eu escrevesse e cagasse, talvez fechasse o espaço para os comentários.
Mas, não tê-lo fechado também não indica necessidade de que haja essa tal interação. Pois, muitas vezes escrevemos aqui para escrever e pronto. Porque escrever salva. Porque escrever mata demônios. Porque escrever cria outros tantos demônios. Porque a gente não sabe de nada nessa vida. Porque escrever corta, sangra, mata, agride, melhora, adoece, cura. Porque as palavras têm rabo e a gente gruda nesses rabos das palavras e vai parar não sabe aonde. E porque a gente também as usa para não falar e para não fazer nada.
Seja como for, a gente pensa nas palavras e no ato de escrever. Para bem ou para mal. Isso nos interessa. A linguagem nos une e nos parte. Mas, amamos ou odiamo-las. O que não resta dúvida é de que algo sentimos por ela. Ela é a nossa grande questão. Antes de tantas outras tão grandes e tão, tão. Tão importantes para a gente também.
E, para amantes tão singulares da linguagem, nada melhor do que maracujá com açúcar. Para acalmar. Mas, também para esquecer o açúcar e lembrar do azedinho da vida. Do azedume de viver. Ou para esquecer o azedo e lembrar do doce do açúcar. La doce vita. O doce que mata. A diabete. O veneno doce. A gordura que fere.
Paracalmar. Maracujá com açúcar. Escrever para matar demônios. E para criar outros tantos.
Uma mistureba. Uma experimentação. Eterna até o tempo em que durar. Sempre cheia de interrogações, reentrâncias. Verdade e mentiras. Idas e vindas. Renovações e permanências.
Interação nem sempre tão interativa. Citações. Paródias. Teorias. Práticas. Escrevinhança. Pontes. Travessias. Desdobramentos. Infinitudes finitas. Paradoxos. Contradições. Popular. Erudito. Pseudo. Pimba. Da moda. Demodê.
Escrevi isso agora enquanto me perguntava tantas outras coisas. Mas, quis dizer só essas (ou nenhuma). E disse-as. Para quem? Esqueci de escolher. Tanto faz. O destinatário, o destino, o remetente, as noções, as divisões, as classificações, os porquês. Pouco importa. Disse. Escrevi. Quilos para nada dizer.
Essa é a graça. Ou a desgraça. Posso prolongar. Encurtar. Enrolar. Cansar. A mim e aos outros.
Outra coisa vista/ouvida no filme: não gostou? Não lê.
Nervoso (a) com a futilidade e com a inutilidade do texto? Maracujá com açúcar, bem.





domingo, 15 de agosto de 2010

“EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM”...

Tentei ver um filme israelense homossexual antes de dormir, mas o aparelho reprodutor de DVDs de minha casa recusou o DVD pirata que tão gentilmente me emprestaram. Por isso, enquanto indagava a mim mesmo onde poderia ver o tal filme, dei-me de presente outra sessão, tão religiosa e erótica quanto. Porém, ao invés de revelar aqui o nome do filme que vi antes de dormir, exponho a minha própria carne diante de algumas interrogações exclamativas que se manifestaram na cama de Fábio Rogério & Ninalcira na última madrugada de domingo: é verdade que o uso intensivo de uma dada zona erógena do corpo estimula o desenvolvimento da mesma? O agrado que nos atinge quando alisamos as bundas de Jadson ou Tatiana foi o motor de tal pergunta.

Durante esta mesma conversa de cama, alguém perguntou como era minha bunda. Seco e magro que sou, só poderia dispor de uma bunda seca e magra. Seja ela como for, porém, até então serviu para o que precisei. E, como todos sabem, no fervor de meus 29 anos de idade, ainda não tive o privilégio de enfiar meu pênis em nenhum cu, nenhuma boceta, nenhuma boca humana (ao menos, não depois que dispus de pêlos pubianos). Talvez isso redundasse em um sub-aproveitamento de minha genitália? Pelo sim, pelo não, considero-me um exemplar mediano da estatura peniana brasileira. Gosto de meu corpo como ele é, não obstante esta opinião não ser unânime, o que também é bom: talvez o que eu tenha a mostrar para o mundo esteja mais dentro do que fora. Ou não...

Não é à toa que dizem que eu pareço com Caetano Veloso.

Wesley PC>

terça-feira, 15 de junho de 2010

Promessa cumprida


Porque promessa é promessa.
Porque são dias impagáveis os que nos juntamos.
Porque eu morri de rir com os desenhos que Jadson assitia quando era pequeno. Uma mulher toda cor-de-rosa, com uma dança para lá de drag e ele ainda ousava dizer que ela era cor-de-rosa, mas que tinha estilo.
Tudo bem. Nada a ver essas coisas com Tetê Spíndola e Clementina de Jesus, não é?
Não.
A gente inveredou, noite dessas, em assistir a tudo que era vídeo condizente com a nossa vida. E de Patrícia Marx a Diana e a desenhos toscamente animados, chegamos a ver esse encontro para lá de inusitado, boquiabertos.
Tiago, com urgência, falou que precisava muito ouvir mais Clementina de Jesus.
Eu, baixei o Pássaros na garganta de Tetê.
De todos a que mostro o encontro ouço: é insuportável ouvir Tetê. Odeio a voz de Tetê. É irritante ouvir Tetê.
Nós somos o outro lado. Rimos. Admiramos.
De qualquer forma, boa descoberta. Além de ter tido contato com uma foto muito peculiar que me passara uma mensagem de um encontro não acontecido na infância.... (preferi ser obscura proque se eu dissesse que morri de rir com a foto que vi, levaria um sermão....).
Enfim, sempre é mágico estar perto dessas pessoas enlouquecidas, gritantes do Maracujá mais erótico que já vi.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Salve Jorge! Salve o amor! Salve!



Georgia e Jorge

Jorge Jorge (Georgia Georgia)
Isso é que é vida
Isso é que é viver
Céu azul, sol e mar
Isso é que é viver
Chuva de verão, meu violão
Muito amor e você
Que me importam o que digam
Que eu não sou ninguém
Que eu não tenho estudos
Sou até anti-social
Que eu devo procurar o meu lugar
Que eu sou porbre sem tostão
Ah mas eles não sabem
Ah não sabem não
Que eu sou nobre
Tenho um bom coração
Pois na minha oração
Eu rezo com muita fé
Eu rezo com muita fé
E não peço nada
Eu só agradeço a Deus
Por você ser minha namorada



Essa é em homenagem ao mês dos namorados.
Ao meu namorado que me deu Jorge Ben, que ouve Jorge Ben comigo, que...
Bom, a postagem é em homenagem ao dia dos namorados e é pretexto pra eu colocar as musiquinhas e os cantores que amo, amo, amo.
Sou enamorada por música.
Assim, é homenagem enamorada duplamente.

sábado, 5 de junho de 2010

HÁ QUEM ME QUEIRA!

Por mais que já esteja banal a visão de meu corpo nu, admitamos que minhas gotículas espermáticas não são vistas com freqüência. Seja por mera falta de oportunidade, seja por uma discrição ejaculatória de minha parte, pouquíssimas pessoas me viram ejacular até hoje, o que é compreensível dentro de meu exótico processo de virgindade prática. Qual não foi a minha surpresa, portanto, ao abrir um de meus endereços virtuais na madrugada de hoje e encontrar uma mensagem de um conhecido que atendi no DAA dizendo que beijar a minha boca equivale ao desejo de tirar uma fotografia com um dado ídolo midiático. Achei engraçado, mas, como não sei frustrar por completo ilusões alheias, deixei um gracejo na página virtual do rapaz. E fui dormir, pois eu estava com sono.

Acordei cedo, li um pouquinho de literatura ambientalista e, à tarde, quando via um filme bobo argentino com minha mãe, cochilei ainda durante os 20 minutos iniciais. Terminei dormindo por mais de 2 horas e, ao acordar, tive que rebobinar o filme. Em virtude de minha mãe precisar ver suas telenovelas recorrentes, precisei interromper a sessão do filme. Falta ainda metade de sua projeção.

Esta metade de filme bobo argentino, porém, já é suficiente para que eu esboce alguns comentários e comparações com minha vida pessoal. Primeiro, vale ressaltar que a expressão “filme bobo argentino” nem de longe é demeritória, visto que até mesmo os filmes bobos deste País sempre fazem questão de interligar os problemas românticos dos personagens a um contexto socioeconômico mais geral. Segundo, o filme em pauta [“Amorosa Soledad” (2008), de Martín Carranza & Victoria Galardi] irá agradar, com certeza, alguns dos visitantes regulares deste ‘flog’, Tiaguinho à frente.

A trama é bem simples: uma moça neurótica de nome Soledad (coitada! Arrastar a solidão até mesmo em sua configuração nomenclatural ao longo de anos e anos de envelhecimento) é abandonada por seu namorado e decide que, dali por diante, irá viver sozinha, sem depender de ninguém (pelo menos, no plano erótico). Sua principal diversão é ficar debaixo de um lençol com a filha pré-adolescente da vizinha, brincando de adivinhar nomes de doenças em intervalos limítrofes de tempo. Até que, um dia, conhece um homem numa lanchonete, com o mesmo nome de seu ex-namorado. Ele estava sozinho. Ela era sozinha. “A solidão é aquilo que nos une?”, pergunta ele ao saber o nome dela. O que acontece depois eu não sei ainda, pois tive que interromper a sessão. Mas conto aqui depois, se vocês quiserem, visse?

Voltando a mim: então, alguém quer me ajudar a derramar mais um pouquinho de leite macho?

Wesley PC>