Vou direto ao ponto: eu relutava em gostar de “Toy Story 3” (2010, de Lee Unkrich). Não queria. Gosto apenas medianamente dos dois primeiros filmes, elogiadíssimos até a tampa pela dita crítica especializada, o que me fez ter uma vontade apenas relativa de ver este terceiro exemplar. Digo mais: o fiz por voluntária obrigação social. A surpresa: saí da sessão com os olhos imersos em lágrimas capitalistas. O filme é lindo e funcionou muito bem com os meus dois companheiros eróticos de sessão. Não houve gozo em minha boca, mas houve gozo. Isso me bastou. Sou obrigado a recomendar o filme! Para quem não sabe do que se trata – ou se recusa a saber, como deve ser o caso de nosso querido rabugento – o filme aborda as substituições de afeto que acompanham o envelhecimento e o processo de imersão no mercado de trabalho. É algo tratado exaustivamente pelos bons filmes independentes que vemos por aí, mas, no âmbito das bilheterias alavancadas, este filme é um bálsamo muito do bem-vindo. Juro mesmo! Por isso, nem vou dar muitos detalhes: se tiverem a chance de estar diante dele, pense em mim, chore por mim, liga pra mim... E liga para eles também (risos)
De resto, deixo um parágrafo em aberto. Afinal de contas, como diria Edson Gomes, “na calada da noite, acontecem coisas”. No grito da manhã, também!
Beijão,
Wesley PC>