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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Maura Lopes Cançado

Ouvi o nome dessa mulher na última roda de leitura que fui (porque ontem rolou a roda e eu esqueci).
Escreveu um livro chamado: Hospício é Deus.

Li umas informações na Internet e encontrei um trecho de seu livro nesse endereço aqui:


Impressionou-me sua escrita. Suas histórias. Seu anonimato já não me impressiona, pois tenho ficado sabendo de muitos escritores que são normalmente esquecidos no Brasil...

Porém  o título do livro-diário de alguém que esteve num hospício é de fisgar qualquer um, não é não?

Por que será que lembrei tanto de Tiago e de Jadson, hein?
Pelo amor que dividimos pela literatura? Pelo tema abordado? Pelas lendas que giram em torno da escritora? Pelo tipo de escritura? Por tudo isso junto mais o fato de eu amá-los tanto?

Hum...deixa-me pensar...

Pessoas, procurem por esta mulher! Vale a pena.
E encontrando o livro: me chamem, rápido!
Dividamos, dividamos.
Nos juntemos e dividamos.
Sempre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fresquinha


No msn:

- Eu canso de muita densidade, de muita incomunicabilidade, às vezes.
- risos
-vc ainda está aí?
-porque seria engraçado eu falando pro vento no msn sobre incomunicabilidade...
- kkkkkkkkkkk seria metalinguístico demais

E foi.

Diálogos: Eu e Tiago!
Cenário: os dois off line no msn.

Comunicação total.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Epifania, Literatura, Besteira e Gargalhada - quase uma paródia de um texto espetacular de Tiago esse título, não?


Desde os doze anos de idade eu fui fisgada pela escritura de Clarice Lispector. Nada intelectual. A coisa se deu da maneira mais táctil e sensível possível. Deparei-me com Água Viva e o li no quintal de casa. Ao terminar o livro eu sabia que um eu feminino escrevia para um tu masculino. Que esse eu era pintora e agora lidava com as palavras e que sentia o domingo parecido como eu sentia.
Eram as impressões de uma menina de doze anos.
Não larguei mais Clarice e as relações foram se dando sempre de maneira mais complexa. Até que decidi fazer o curso de Letras.
A relação com a obra da minha então escritora preferida não mudou. Continuava amorosa. Ela não era meu objeto de estudo e quando o foi, não me afastei. Pelo contrário, a aproximação era sempre e cada vez mais significativa.
Por esse motivo, deixei-a guardada só para mim e estudo hoje uma outra escritora que me emociona muito especialmente com a escritura do livro que se fez objeto do projeto de Mestrado. Ela é Alina Paim e o lviro é A sétima vez.
Acho que não consigo estudar de maneira mecânica. Para mim se faz necessário haver paixão.
A obra de Clarice Lispector e a de Alina Paim são plenas de construções linguísticas próprias, reforçadas por uma estrutura sintática peculiar, capaz de, simultaneamente, encantar e envolver o leitor em um universo linguístico e poético renovando conceitos de leitura.
Sabia eu que as obras de Lispector geralmente focam a epifania, traduzida em momentos de revelação, em que determinado personagem se defronta com a verdade.
Aliás, esse foi o tema da monografia que escrevi para concluir o terceiro período do curso (estranho, não é? Mas, foi isso mesmo: à época, não rolava TCC no curso de Letras aqui na UFS e fizemos monografia como uma tipologia textual na disciplina Produção de texto III).
Não me envergonho do que escrevi, uma vez que eu era semi-caloura à época.
A vida continuou. Os períodos foram se sucedendo. Concluí o curso e hoje estudo essa outra autora, sob um outro viés: o viés da memória.
Daí que de repente pensei: não é que há e muito de epifania nesse A sétima vez?
Também Teodoro (personagem principal do livro) é exposto a um acontecimento, que ele denomina de fenômeno, que muda sua vida, que o faz conhecer um tipo de verdade. Apesar de que todo seu envolvimento com esse tal fenômeno está ligado á duras questões como a Ditadura Militar brasileira, etc.
Não vou desenvolver à exaustão esse pensamento. Talvez ainda o faça por gosto para apresentar algum trabalho.
Agora, só fico mesmo feliz com o descortinar do pensamento à caminho da padaria.
Hoje já vivi ápices de sentires (vulgo raiva mesmo). Agora, me diverti para caramba com uma última espiadela no que mais me chateou e ri. Ri. Ri muito e tanto, que lembrei-me dessa denominação: epifania.
O descortinar de uma verdade. Um momento que transforma. Não aplica-se ao que citei agora que me fez rir, mas sim às duas escritoras.
E, assim, fico feliz de verdade.
Termino o dia às gargalhadas com a besteira que me fez rir de verdade e à bessa e feliz em ter percebido essa ligação entre duas grandes escritoras que estão comigo sempre.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Salve Jorge! Salve o amor! Salve!



Georgia e Jorge

Jorge Jorge (Georgia Georgia)
Isso é que é vida
Isso é que é viver
Céu azul, sol e mar
Isso é que é viver
Chuva de verão, meu violão
Muito amor e você
Que me importam o que digam
Que eu não sou ninguém
Que eu não tenho estudos
Sou até anti-social
Que eu devo procurar o meu lugar
Que eu sou porbre sem tostão
Ah mas eles não sabem
Ah não sabem não
Que eu sou nobre
Tenho um bom coração
Pois na minha oração
Eu rezo com muita fé
Eu rezo com muita fé
E não peço nada
Eu só agradeço a Deus
Por você ser minha namorada



Essa é em homenagem ao mês dos namorados.
Ao meu namorado que me deu Jorge Ben, que ouve Jorge Ben comigo, que...
Bom, a postagem é em homenagem ao dia dos namorados e é pretexto pra eu colocar as musiquinhas e os cantores que amo, amo, amo.
Sou enamorada por música.
Assim, é homenagem enamorada duplamente.

Iguais















Fora ao caixa eletrônico. Na saída:
- Tia, compra dois pães para mim, para passar o frio?
Chovia fino. Como escrevera certa vez Machado de Assis: peneirava. Estava em frente ao supermercado. Falou umas palavras ininteligíveis. Esteve confusa. Atravessou a rua e entrou no supermercado. Na saída:
-É tudo para mim?
- Sim. Os pães que você pediu e um iogurte.
Olharam-se.
O brilho nos olhos é que eram indizíveis.
Ela se foi. Estava com vergonha. Sentia culpa: deveria ter-lhe pedido um abraço.
Por um momento lembrou-se que também era pedinte. Estava com a alma maltrapilha. Como já lera em uma escritora, sua favorita.
Mas, ali não era literatura.