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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eitá que é muito mar!

Eitá que é muito mar!
Acabo de acordar, cedo, para mais um dia no Rio delírio! E sonhei com o mar. Sonhei que ia visitar uma pessoa, um homem, que havia comprado, sublinhe-se: comprado. Esse moço havia comprado um trecho da praia, com bares e donos de bares. Construiu uma casa e o seu quintal era o mar. Durante a minha visita, chovia. Eu não gostava do moço no sonho. Repudiava-lhe o comportamento. Conversava com seus "serviçais". Um deles, olhos azuis, dois pequenos mares na cara. Falávamos de modo que eu sentia esperança. Uma esperança que brasileiro só pode sentir em sonho mesmo, sabe?
Havia fogos também. Barulho, cheiro, o brilho das faíscas dos fogos...E havia muito mais...sonhos, sonhos!

É muito mar!

E a primeira palavra do dia foi: "Independente de qualquer coisa, eu preciso sempre guerrear. Tenho que ser guerreira". É muito mar, mas também é muita luta sempre, sempre.

E aí há os apressados: olha só a moiçola viajando, Rio, Porto Alegre...lá, lá, lálá...
Para os que de nada sabem: silêncio de mar!

E me resta, agora, com tudo o que está guardado em mim: bom dia, sol!

sábado, 4 de dezembro de 2010

O sertão vai virar mar

Aviso a todos que o sertão vai virar mar. Estou ansiosa para fazermos a viagem para o sertão de Canudos. Será uma viagem cheia de significados. Pois será o encerramento de uma disciplina que gosto tanto de fazê-la que estou a cursá-la pela segunda vez! É a disciplina Memória, História e Literatura. E depois de tantos sertões, de Janaína Amado, de Vicentini, Schiavo, etc e tal. E de Euclides da Cunha e de gGimarães Rosa e de Ronaldo com Galiléia e do Antônio Torres com Essa Terra. E depois de Dãolalalão e de Buriti. E depois de tanto encantamento, de tantas contribuições. De babarmos pelo sertão. De nos sentirmos sertanejos e apaixonados. Depois de tudo isso: o sertão. Pisar o sertão de Canudos. Todos juntos. Estou ansiosa e feliz. Será uma experiência bonita. Palpável. Feliz. Sertão. Calor humano. Gentileza. Friozinho a noite. Estrelas no céu. Memória. Os cheiros. Tenho certeza de que vou voltar com os cheiros todos para rememorar depois. Para sempre em mim, em minha memória, para coadunar com Adélia Prado:  "o que a memória ama, fica eterno". Voltar carregada de sertão, assim como vou. carregada dele já. Anunciando que chegaremos com um mar de sertão nos olhos. Sertão infinito, horizontal, sertão de se mergulhar. De cabeça e tudo. Sertão azul de acrílico piscina, como o do Karin e do Marcelo. Sertão dos que viajam porque precisam e voltam porque amam. Ser-tão.