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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eitá que é muito mar!

Eitá que é muito mar!
Acabo de acordar, cedo, para mais um dia no Rio delírio! E sonhei com o mar. Sonhei que ia visitar uma pessoa, um homem, que havia comprado, sublinhe-se: comprado. Esse moço havia comprado um trecho da praia, com bares e donos de bares. Construiu uma casa e o seu quintal era o mar. Durante a minha visita, chovia. Eu não gostava do moço no sonho. Repudiava-lhe o comportamento. Conversava com seus "serviçais". Um deles, olhos azuis, dois pequenos mares na cara. Falávamos de modo que eu sentia esperança. Uma esperança que brasileiro só pode sentir em sonho mesmo, sabe?
Havia fogos também. Barulho, cheiro, o brilho das faíscas dos fogos...E havia muito mais...sonhos, sonhos!

É muito mar!

E a primeira palavra do dia foi: "Independente de qualquer coisa, eu preciso sempre guerrear. Tenho que ser guerreira". É muito mar, mas também é muita luta sempre, sempre.

E aí há os apressados: olha só a moiçola viajando, Rio, Porto Alegre...lá, lá, lálá...
Para os que de nada sabem: silêncio de mar!

E me resta, agora, com tudo o que está guardado em mim: bom dia, sol!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memória, tempo, sistema, constatação?

Ainda estou elaborando essa minha ida à cidade da infância.
Vi algumas pessoas queridas. Soube notícias de tantas outras.
Constatei uma coisa triste: muitas de minhas amigas, colegas de escola, casaram-se e foram "maltratadas" (palavra mais comum de se ouvir nas conversas) pelos maridos. Quase todas tiveram filhos. Umas separam-se, outras ainda não...
O fato é que percebi a permanência de um sistema acabrunhado, preconceituoso, opressor, contrário às diferenças, contrário aos direitos da mulher.

Vou elaborar muito tudo o que vivi em dois dias.

"Tempo amigo, seja legal, conto contigo, pela madrugada..."