Hoje é dia primeiro de agosto.
Nem tinha me dado conta disso.
É mês de cachorro louco e, esse ano, tem sexta-feira 13.
Aqui chove e eu tenho dor de cabeça.
Quero muito voltar para Aracaju, ver os amigos, contar novidades e ouvir todas as deles.
Um abraço forte para eu me sentir em casa de novo. Os risos de Jadão. Tiago e suas ausências. As risadas de PC. Os olhos de Soares. A cumplicidade e loucura de Tatola.
Saudade. Saudade. Saudade.
Começo já a uivar...
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domingo, 1 de agosto de 2010
Feliz Agosto!
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Kagolândia vem aí... Aguardem!
Pessoas, cabe aqui uma ligeira explicação quanto ao título do post: prometo-lhes uma série de escrevinhança divertido-poético-filosófica homônima.
Não dá para explicar muito, pois são nove e meia da manhã e eu vou viajar logo mais às 11:30h.
Além do que estou com grandes e muitas idéias para a série (em especial títulos para a mesma), porém sem inspiração para principiar a escrevê-las.
Ainda devo confessar que uma vez desenvolvida a tal idéia, a mesma se deu a partir de uma conversa profunda com Tatiana Hora sobre TPM, idiossincrasias, viagens e...(ai, que não me seguro) coisas do tipo "cagando com a turma da Mônica".
Enfim, já estou com saudades dos amigos queridos, mas espero aproveitar bastante o Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual assistindo muito Pasolini e vendo o que é que Lucrécia Martel tem para me falar...
Que venha Salvador, então!
Não dá para explicar muito, pois são nove e meia da manhã e eu vou viajar logo mais às 11:30h.
Além do que estou com grandes e muitas idéias para a série (em especial títulos para a mesma), porém sem inspiração para principiar a escrevê-las.
Ainda devo confessar que uma vez desenvolvida a tal idéia, a mesma se deu a partir de uma conversa profunda com Tatiana Hora sobre TPM, idiossincrasias, viagens e...(ai, que não me seguro) coisas do tipo "cagando com a turma da Mônica".
Enfim, já estou com saudades dos amigos queridos, mas espero aproveitar bastante o Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual assistindo muito Pasolini e vendo o que é que Lucrécia Martel tem para me falar...
Que venha Salvador, então!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Meu paraíso
Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca. (Jorge Luis Borges)
Por esses dias habitei numa biblioteca. Fugi de minha cidade natal segunda-feira à noite, depois de duas cervejas com uma amiga e depois (que veio antes bem antes) de perceber que eu estava pirando na cidade.
Precisava viver um clima de cidade de interior. Sair de casa e chegar aos lugares caminhando, sem precisar esperar e pegar ônibus. E precisava estudar. Lá eu não estava conseguindo me concentrar. Tudo era motivação para me desviar dos fichamentos dos livros e da escrevinhança do artigo para, enfim, encerrar o período letivo.
A Bicamp (Biblioteca do Campus de Itabaiana) tem um acervo legal. Nada mal. Especialmente o ainda não catalogado e, portanto, disponível apenas para consulta in loco.
Fui criada entre livros. Minha mãe trabalhava na sala de leitura da escola onde eu estudava. Ela estava afastada da sala de aula por conta de um calo na garganta. Por isso aquela voz dela rouca, grave, sensual.
E eu aprendi o fascínio de conviver com os livros, com suas histórias e personagens. E sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca. Pois a sala de leitura era par mim, muitas vezes, fuga da sala de aula onde as coisas se davam de maneira monótona, disciplinar demais e amorosa de menos.
Na sala de Rodolfo (amigo que trabalha na Bicamp), mais livros: em processo de catalogação e outros para serem restaurados.
A idéia de restauração me fascinou como se eu tivesse de novo do alto de meus cinco anos de idade.
De repente eu era aquela guria loirinha e perguntadeira de antes.
Bombardeei Rodolfo de perguntas e ficava imaginando o processo de restauração dos livros como quase igual ao milagre da multiplicação dos peixes ou dos pães.
O fantástico se apossou de mim.
Imaginei as mãos que restauram livros. todas as mãos do mundo. O cheiro de papel e de cola. A paciência, a dedicação para a restauração. O milagre da renovação. O livro amarelado, poeirento, com páginas frágeis quase virando material para reciclar, sendo transformado, ajeitado, cuidado. Para, assim, continuar compondo as prateleiras das bibliotecas, para continuar sendo companhia da gente.
Imaginei a prática da restauração como uma prática amorosa que se faz devagar, com presteza e atenção.
Uma prática corpórea, sensual.
Os homens e mulheres restauradoras com seus livros nas mãos, sobre as mesas, ressiginificando-os. Soprando-lhes vida nova.
Sentimental bairrismo ou necessidade de re-conhecer?
Hoje estou sentimental (e bairrista?). Vontade de haver um poeta para cantar essa minha terra. Tão misturada. Tão contraditória. Tão dentro de mim. Gosto de pisar nesse chão. Mesmo que eu fale, tantas vezes mal. Hoje vi um homem carregando um boi pela feira, pelo centro de uma cidade do interior. Crianças de uma escola, na hora da recreação, cantaram: "Boi, boi, boi, boi da cara preta/ pega essa menina que tem medo de careta...
Ontem, vi um velhinho, corcunda, andando quase emborcado...
As caras tão marcadas. As velhas com coques na cabeça. As motos e os cavalos convivendo num mesmo espaço caótico, entremeeiro, nonsense.
Quero muito poder ainda viver os muitos lugares daqui de Sergipe. As cachoeiras da Ribeira, as praias em Pirambu, as cidades, a região da Grota do Angico que me encantou tanto quando fui lá: a carvalhada, as pessoas que carregam o mito de Lampião como parte de suas histórias de vida.
E, tanta coisa que nem posso falar/descrever pelo fato de eu ter 28 anos e conhecer tão pouco ou mesmo não conhecer nada.
E, acho que por isso, tantas vezes para mim é fácil me encantar com outras terras, outros lugares que não esse aqui tão vivo, tão pulsante, tão latente e tão despercebido.
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