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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Óculos de Carnaval

A cidade amanheceu eufórica, animada com o carnaval que se aproximava. No bairro em que eu morava só se ouvia as risadas das crianças nas ruas. Curioso com todo aquele labafero, eu fui até a janela. Foi quando as vi encantadas e perdidas nelas mesmas. Um menininho parecia rir de nada sentado no degrau de uma casa velha de esquina. Ele usava óculos de lentes coloridas. A lente direita era verde-clara, um verde vivo. A esquerda era vermelha, de uma tonalidade bem intensa. Falava sem coerência alguma umas palavras estranhas. Virava e revirava as mãos na frente dos olhos e ria. Ria como quem acabara de descobrir o mundo bicolor, cheio de seres bicolores e engraçados. Nada parecia ouvir além dos sons do mundo que descobrira. De dentro da casa surgiu uma mulher de vestido encardido, praguejando e gesticulando com as mãos de um modo contundente. Estava quase que a correr. E de uma vez, arrancou do rosto do garoto os óculos de carnaval. O mundo fez-se de todas as cores, de repente. Atordoado, fez uma cara de estranhamento, bem ligeira. E, quase que imediatamente, pôs-se a rir novamente. Arrastado pelo braço ele continuava a rir e a conversar com o vento, balbuciando aquelas palavras esquisitas. A porta bateu seca.



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Errata

Para medidas de esclarecimentos: conversei hoje rapidamente com Jadson Teles. Mais louco que todos nós juntos, ele me falou que não havia enxergado direito e que o projeto dele foi sim homologado e, portanto, ele está prestes a viajar para concorrer ao que ele se propôs e se dedicou.
Processos seletivos são mesmo enlouquecedores e atingem com maior frequência aqueles que já têm tendências à loucura. Nosso caro amigo é só mais um na imensa estatística (vide o caso de Tiago Oliveira...).

Enfim...rindo litros ao escrever essas bobagens em tom solene.

Falo/escrevo sério agora: muito feliz que Jadão se tenha equivocado e que a sua inscrição tenha sido mesmo homologada e que ele continue no páreo. Ainda que seja duro. Vale a pena viver essas adrenalinas ainda que no final não cheguemos em primeiro lugar ou ainda mesmo que nem atinjamos o objetivo final NESSA VEZ (porque esses processos são como carnaval: acontecem todos os anos, é bom lembrar!)... Mas, não é o caso de se falar nisso agora...Pois esses processos exigem de nós que caminhemos e vivamos as etapas, uma por uma, com calma...(difícil é pedir para essas pessoas daqui do Maracujá se acalmarem...).

O caso é mesmo daquilo que vivemos falando um para o outro: "força!", "coragem!", "força na peruca", "levanta a franjinha e vai!"...

No mais, percorrer o caminho já é fazê-lo...

Saudades, viu?

P.S.: Telefone não substitui abraços.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As sereias

Eu gosto muito das sereias.
Em pequena, queria porque queria ver uma. Ia para a beira do rio. Chamava. Esperava. E, certo dia: senti um medo tremendo.
Saí da margem do rio que era o rio de minha infância sem voltar o olho para trás.
Imaginei a figura de Iemanjá gigante, saindo do mar. E fiquei apavorada. E calada, entrei em casa e fui dormir.
Dia desses, chegamos eu e um grupo de amigos à conclusão de que criança quando acha que fez merda, vai dormir.
Eu sempre ia dormir nessas situações, causando, assim, suspeitas seriíssimas...

Ainda hoje gosto das sereias.
Fato.
Elas são animais, que refletem a beleza feminina e, por isso, são belíssimas e têm um canto tão insólito que encanta, apaixona os homens.

Senti medo naquele dia em que fui dormir mais cedo do canto da sereia.

O mar.
O mar é o meu grande mistério e salvador.
As águas, para ser mais clara e verdadeira.

domingo, 1 de agosto de 2010

Feliz Agosto!

Hoje é dia primeiro de agosto.
Nem tinha me dado conta disso.
É mês de cachorro louco e, esse ano, tem sexta-feira 13.
Aqui chove e eu tenho dor de cabeça.
Quero muito voltar para Aracaju, ver os amigos, contar novidades e ouvir todas as deles.
Um abraço forte para eu me sentir em casa de novo. Os risos de Jadão. Tiago e suas ausências. As risadas de PC. Os olhos de Soares. A cumplicidade e loucura de Tatola.
Saudade. Saudade. Saudade.
Começo já a uivar...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Contando ovelhas – ou insônia danada, se vocês quiserem.



Ouço uma música bonita. Simples. Cantada em outra língua. Fala de amor? Não sei. A melodia me faz quase fechar os olhos e voar daqui. Para onde?
São ovelhas que conto para dormir. Ponho chapéu, laços, botas, pinto-as a cada uma de uma cor. Dou vida a essas minhas ovelhinhas. Serelepes algumas. Outras gordas, nem pulam. Apenas fazem méééééé e se mexem, ousadas, robustas. Gostosas, até. Gordura é sinal de formosura, meu bem! Pula, ovelhinha, pula! Não posso empacar no cem. Quero ir até mil, ouviu fofinha?
Fofinha é o caralho! Não vou desmanchar meu vestido assim pulando por causa de uma louca insone. Vou ficar aqui. Não me arrisco em cerca qualquer.
Volto do cem mesmo. Essa não pula nem a pau. Encontro ovelhas legais. Uma que viu um E.T. tem os olhos esbugalhados e parece doidona, tadinha. Feliz? Marijuana? Ou E.T. mesmo? Eu vi a luz. Era E.T., minha gente. Ela tem até a lã bagunçada, arrepiada, sei lá. Não, não é punk essa ovelha. A outra sim. Essa viu mesmo extraterrestre. E, por isso, também não quer pular, a desgracida.
Assim o sono não vem nunca!
Uma é gostosa demais par pular. A outra, é maluca, meu Deus!
Imagino que vou me deparar com uma ilustração do kama sutra quando chegar a ovelha de número 69.
Não. Mas, confesso que estava ansiosa. Mas, essa pulou rapidinho. Era bem normalzinha a de número 69... Opa! Pulou a cerca mesmo, MESMO! Vejo-a, a de número 69, do outro lado. Tinha uma cartola na cabeça e agora, agora ela está na posição que supus. Mas, não é do carneirinho a lingüinha ilustrativa. É de um sapo! Verde! Grande Gordo sapo de língua...todos sabem bem como é que é a língua dos sapos. Eles a lançam longe em busca de mosquitos, de moscas. E a simples ovelhinha soube bem me enganar e distrair! Essa foi a melhor pulada de cerca que uma ovelha poderia pular nas minhas insônias! Sapos são sapos com suas línguas e não são príncipes não. Danada!
Já pulei cem ovelhas. Cem não, noventa e nove. Noventa e nove não, noventa e oito. Por conta da gostosa e a doidona, né? A do 69 pulou sim e pulou feliz da vida ao encontrar um sapo de firme língua (ambígua).
De todos os tipos. As ovelhas. Quase todas as noites. As que não tomo diazepan. Com paz. Bonito nome diazepínico. Compaz.
Voltei as noventa e oito. Sempre assim: primeiro, cem da direita para a esquerda. Depois, voltam da esquerda para a direita. 1, 2, 3, 4...100. Então: 100, 99, 98...3, 2, 1.
Encontro cada ovelha nesses descaminhos, que só eu sei! Mas, agora, escuto uma música bonita. Simples. Cantada em outra língua. Fala de amor? Não sei. A melodia me faz quase fechar os olhos e voar daqui. Para onde?
Os olhos pesados, pesados. É uma ovelha. Com violão. Country é o que ela toca.
Voar, voar. Cadê a do E.T.? Meu Deus. Voar para onde?????????
                                                                                             

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Incomunicabilidade


Alguem entendeu algum poster desses que tiago publicou?

outro dia conversando com um amigo psicólogo esse afirmou que todos os homens deliram, adiferença é que uns saem na media geral de delírio, eu acho, acho mesmo que condordo com ele, funcionamos delirando o tempo todo, damos nome sentimentos,acreditamos no inefável, medimos o imponderável,acreditamos em mundos virtuais, escrevemos em blog e por ai vai.....

Mas ao menos um tendendimento do delírio as vezes é bom pragete se comunicar né, nossa eu estou tentando deduzir algo, alguma coisa, mas.....

e daí, quem quiser que tire suas conclusões eu que não vou ser porta voz da camara dos deputados federalistas americanos, eu to com a unha incravada, e a gaganta ainda esta no lugar,ainda.....


por que? por que? por que? porque? o pro-quê? e para que?