sábado, 21 de agosto de 2010

SIM, E DE JADSON, ALGUÉM SABE?

Então, oficialmente hoje seria o dia da formatura do mais novo licenciado em Filosofia da Universidade Federal de Sergipe, Jadson Teles. Mais oficialmente ainda, o mesmo havia combinado comigo que compareceria à cerimônia oficial e que, como costumamos fazer aos sábados, veríamos algum filme cerimonioso, antes de comparecermos à cerimônia propriamente dita. Desde a meia-noite de ontem para hoje, porém, que eu pelejo para falar com Jadson via telefone e não consigo. Alguém obteve melhor êxito que eu?

Pelo sim, pelo não, tendo ou não ele comparecido à tal cerimônia, quero deixar aqui um voto pós-moderno de felicitações graduandas a o meu amigo, ao passo em que deixo patente que respeito os caminhos acadêmicos que ele deseje trilhar a partir de agora, visto que suas paixões gnosiológicas levam-no a deambular pelos congressos do Brasil afora – e até mesmo da Argentina, de onde ele me trouxe uma bela fotografia de transeuntes pós-adolescentes.

De resto, aguardo notícias.
Tentei contato.
Talvez eu não seja de todo inteligente (risos), trazendo aqui à tona um equívoco comparativo que uma amiga em comum revelou há algum tempo, insinuando que ele teria afinal me superado. Não existe isto de “superação” entre nós – ou melhor, entre quem realmente ama o que estuda – mas sim um exercício perene de cooperação, que, se agora revelo, é porque estou lamentoso de não tê-lo encontrado no dia fetichista por hoje representado. Gosto de fetiches. Sou um burocrata nato!

Wesley PC>

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...

Um impulso e uma ordem:



Ao vazio!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lugar de mulher? Como assim?

Antes de qualquer coisa: postaria aqui uma foto que gosto muito: Hannah Arendt jovem, encostada em uma parede, fumando.

E a foto tem um motivo: abri o programa de uma disciplina que vou cursar agora chamada Pesquisa em Linguagem e o programa trabalhará um livro da Arendt. A condição humana. Um livro que já esteve em minhas mãos na época em que eu elaborava o projeto com o qual consegui entrar no mestrado. E que voltará agora em discussões.
Feliz por isso.

E o título da postagem se dá porque me lembrei que outro dia, pegando uma carona com umas pessoas que não conheço muito, alguém falava sobre umas cidades de interior e uma moça faloiu: "Lá é ruimd emais, não há nada o que fazer, deve ser bom para homem porque tem muitos bares, mas para mulher não!".

Como assim?
Então os bares são lugares só para homens?
Qual o lugar das mulheres, então?
A cozinha ainda? Os shoppings? Um clube para o chá das cinco?

Pasmei em saber que ainda há disso na cabeça de algumas mulhers: de que há classificações: o que pode um homem e o que pode uma mulher.

Qualquer lugar deveria ser para qualquer um.
Gente é gente... (como diria Caetano: e nasceu para brilhar e não para morrer de fome). (risos por conta do comentário-piada nada a ver).

Quem gosta de beber e de beber em bar: vai para o bar: seja homem, mulher, azul, anão, roto, feliz, descendente de japonês, etc.....

Que venha Hannah e que a moça aprenda que lugar de mulher é onde ela queira. Assim como o homem.

Da dificuldade da maternidade

Um motivo de grande confusão para alguns homens: a barra da saia da mãe.
Quantos deles confundem amor com obrigações (não só domésticas, mas sejam quais forem)?
Quantos deles acham que uma mãe por ser mãe deixa de ser mulher e quantos ainda não compreendem que uma mulher por ser mulher nem sempre tem de ser mãe?
Daí minha dificuldade (entre tantas e tão variadas) em relação à maternidade: se eu parisse um guri, um "menino-home"como se diz na minha terra tão louvadora do sexo masculino, o que eu faria dele? O que permitiria (e o verbo é proposital, visto que muitas mães permitem mesmo) que ele fizesse de mim?
Se eu aplicasse tudo o que eu entendo como passível de fazê-lo üm filho de cuca legal" será que ele não sofriria muito nesse mundo configurado tal como está?
E se eu reproduzisse os pequenos vícios naturalizados que configuram o grande, o imenso e aderente (e muitas vezes disfarçado ou mesmo invisível) machismo do mundo só para salvaguardar um provável bem-estar do guri no mundo (do tipo: ele nãos eria o inadaptado, o extraterrestre)?
Não sou daquelas que acreditam em meio termo. Por isso eu me acredito "o exagero".
Não acreditando eu em meios termos só posso conceber que ou se é machista ou não se é machista.
E eu não queria parir e criar (educar, fazer) um machista. Nem enquanto mãe, nem enquanto mulher.
Por isso, venho construindo a idéia de que o mais correto sou eu não parir.
Além, claro de concordar com Machado de Assis em Brás Cubas: para quê vou perpetuar uma raça como a dos homens, para que deixar sementes?

Mesmo sendo a contradição em pessoa e pensando que seria muito lindo e singular parir, criar, dividir um pouco de minha vida com uma outra criatura. Gestada e parida por mim ou (o que muitas vezes pensei) escolhida por mim, adotada, irmanada na alma.

De qualquer forma: mais medo de criar (educar, fazer, contribuir) uma pessoa nada boa do que de parir ou de errar numa escolha...

domingo, 15 de agosto de 2010

“EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM”...

Tentei ver um filme israelense homossexual antes de dormir, mas o aparelho reprodutor de DVDs de minha casa recusou o DVD pirata que tão gentilmente me emprestaram. Por isso, enquanto indagava a mim mesmo onde poderia ver o tal filme, dei-me de presente outra sessão, tão religiosa e erótica quanto. Porém, ao invés de revelar aqui o nome do filme que vi antes de dormir, exponho a minha própria carne diante de algumas interrogações exclamativas que se manifestaram na cama de Fábio Rogério & Ninalcira na última madrugada de domingo: é verdade que o uso intensivo de uma dada zona erógena do corpo estimula o desenvolvimento da mesma? O agrado que nos atinge quando alisamos as bundas de Jadson ou Tatiana foi o motor de tal pergunta.

Durante esta mesma conversa de cama, alguém perguntou como era minha bunda. Seco e magro que sou, só poderia dispor de uma bunda seca e magra. Seja ela como for, porém, até então serviu para o que precisei. E, como todos sabem, no fervor de meus 29 anos de idade, ainda não tive o privilégio de enfiar meu pênis em nenhum cu, nenhuma boceta, nenhuma boca humana (ao menos, não depois que dispus de pêlos pubianos). Talvez isso redundasse em um sub-aproveitamento de minha genitália? Pelo sim, pelo não, considero-me um exemplar mediano da estatura peniana brasileira. Gosto de meu corpo como ele é, não obstante esta opinião não ser unânime, o que também é bom: talvez o que eu tenha a mostrar para o mundo esteja mais dentro do que fora. Ou não...

Não é à toa que dizem que eu pareço com Caetano Veloso.

Wesley PC>