terça-feira, 25 de janeiro de 2011
A laranjeira, Carlos Fuentes
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O sacrifício- primeira parte

Dizem por ai, a boca pequena, que Nietzsche matou Deus. Na verdade esse assunto já é bem velho. Basta lembrar como Hume define Deus: hipérbole das qualidades humanas ou Feuerbach que entende Deus como uma projeção doentia dos desejos humanos. Não vou aqui levantar os mais diversos precedentes históricos, mas, Deus morreu mesmo? Será que Deus enquanto conceito criado por Aristóteles e por muitas vezes tomado de empréstimo por vários filósofos modernos morreu mesmo? Será que Deus enquanto criador ou ser metafísico ou entidade religiosa morreu mesmo?
Tal discursão também é levantada por um filme absolutamente fenomenal dirigido pelo cineasta Andrei Tarkovski que estou ainda a elaborar na mente o que seu minucioso discurso eminentemente religioso quer provar ou mostrar. Deus existe? É preciso sacrifício para que ele se manifeste? É loucura acreditar em Deus? A loucura é para aqueles que acreditam? O homem é realmente um ser doente quando acredita em Deus?
Bem, tais perguntas podem nortear uma analise filosófico-religiosa acerca do filme em questão, mais sobre ele em breve. O fato é que ele atordoa, enlouquece faz tremer e temer é uma ode ao belo ou ao terror sublime que a morte provoca. Ele é.....
Jadson
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Gosto tabmbém da nao explicacao e da nao explicitacao. Gosto dos mistérios também. Especialmente dos mistérios gozosos (como diria Afonso Romano de Santana).
P.S.: nao sei onde ficam o cedilha, o tio e o bichinho que parece com aspas para colocar no sobrenome Santana...É a vida!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Homenagem a Wesley de Castro
Ele conseguia ficar de pernas para o ar apoiando-se numa barra de ferro, eu tentei..., nós sorriamos.
Dizem que ele é jovem e que sou velho apesar dele ser mais velho uns 6 meses, não me sinto velho, talvez eu seja um pouquinho gordo e ele é magro bem magro.
Querido Wesley, em alguns dias partirei para uma terra um pouco distante, mas não estarei longe ao menos espirituosamente não.
Ele tem um sorriso largo histriônico, sou um pouco mais introspectivo contido, mas sabem de uma coisa sabemos nos divertir há se sabemos.
E gostamos do mar, num momento epifanico sentamos um do lado do outro olhando a imensidade do mar e sentindo o vento ( ar em movimento).
Beijo meu grande amigo e Parabéns.
Jt
sábado, 8 de janeiro de 2011
O Corpo e a Morte
A idéia que tenho de um corpo que morre
É que ele diminui.
O corpo do morto é um corpo menor.
Mas a morte, não!
A morte é máxima.
A morte se verte larga e mais se alarga.
Sai de fonte que não seca.
A morte existe,
A vida também.
Mas a vida consome.
A morte, não!
A morte amplia.
A morte é sempre máxima,
Natureza implacável, verdadeira
Solidão.
O corpo quando encontra a morte é
Porque encontra o ponto da
Máxima solidão.
O corpo do morto é um corpo menor
E um corpo distante.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"Todo mundo tem um canto de tristeza"
Eu olho meu canto mais triste
(“Mais” porque, em todos, guardados estão
Pedacinhos de tristeza).
Agradeço aos céus porque são cantos
E não quartos inteiros, salas inteiras,
Casa inteira.
Há alegria no centro da sala,
Em cima do fogão, pendurada no
Telhado.
É por isso que ando de um modo a
Evitar as beiradas da casa.
Ando na ponta dos pés,
Faço movimentos bem contidos.