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sexta-feira, 18 de março de 2011

PARA QUEM AMA O GORDO...


O homem visto na foto chama-se Carlos Imperial. Ator recorrente nas pornochanchadas brasileiras entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980, ele dirigiu, escreveu, musicou e protagonizou o filme “Mulheres... Mulheres” (1981), visto na noite de ontem por causa de um detalhe publicitário devastador: supostamente, o filme foi baseado num conto de Pier Paolo Pasolini, chamado “Morrer de Amor”. Na prática, porém, como filme é ruim, desagradável, vulgar e brochante: não porque o tal Carlos Imperial seja feio, gordo e, em muitos sentidos, execrável, sendo injustificável que ele tenha reunido dezenas de belas mulheres nuas neste filme, mas porque liberdade de desígnios e volições é algo que transcende as subsunções voluntárias ao capitalismo. E, definitivamente, tudo o que este filme não fez foi superar o capitalismo: ele se rende, ele capitula, ele proíbe o gozo, interdito menos por proibição ditatorial do que por indefinição estilística e definição de públicos-alvo. E, a cada minuto, eu percebo o quanto os gordos podem ser charmosos, encantadores, sensuais até... Mas, sinceramente, Carlos Imperial (ao menos, neste filme) é a mais nojosa das exceções!

Wesley PC>

terça-feira, 8 de março de 2011

VENDO ESTAS DUAS BOCETAS JUNTAS, EU PENSO: “CARALHO!”

Na cena em pauta, uma garota tenta seduzir outra com o pretexto de que o melhor aspecto de uma relação sexual entre mulheres é o de que, por não haver penetração, elas sempre se sentirão incompletas e estarão sempre desejando uma à outra. Até que o vibrador que a mãe de uma delas usa para fazer massagem facial entra em cena. Trata-se do episódio “As Gazelas”, dirigido por Luiz Castellini, que abre o filme “Pornô!” (1982), cujos episódios subseqüentes, dirigidos por David Cardoso e John Doo, são muito melhores e entraram definitivamente para o panteão das imagens mais eróticas de toda a minha vida. Filmaço: viva a tal da pornochanchada, um dos gêneros mais injustiçados do glorioso cinema brasileiro!

Wesley PC>

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

AR COMPRIMIDO (EU SOU BRASILEIRO)

Já passa de 1 hora da madrugada e eu tenho que tomar banho. Há pouco, havia um carrapato masculino em meu dedo anelar direito. Tem um menino que gosto em Brasília e eu estou ouvindo música romântica macedônia no rádio. Minha mãe pediu para eu abaixar o volume. Está tarde. Ok! Tenho que tomar banho. Vi um filme português mais cedo (falado em francês, mas dublado em espanhol e com legendas em inglês na cópia que tive acesso), uma produção canadense ‘gay’ de péssimo quilate e um fofíssimo petardo político romeno na TV Cultura, há pouco. E tem um menino que gosto em Brasília. Ele disse-me que visitou um ‘shopping’ imenso hoje, com uma livraria tão grande que até parecia uma loja de doces grátis (mas que custam dinheiro). E eu tentei convencer que não temos futuro, eu e ele. Futuro como continuidade do Presente, que é só o que tenho, ou algo do gênero. E, onde quer que eu esteja, sou brasileiro. Que nem o Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz, vulgo Oscarito, filho de pai alemão, mãe portuguesa, nascido na Espanha, mas brasileiro, legitimamente malandro e brasileiro. E eu começo a tirarv a minha roupa agora. Tenho que tomar banho, passar sabonete na rôla, ai, que delícia! E tem um menino que gosto em Brasília...

Wesley PC>