sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só para ver você dormindo meu deus como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus ah meu deus como você me dói vezenquando
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Coincidência hilstiana ou amor demais? Eu acredito em milagres, sim.
Estava eu a ler sobre Hilda Hilst no Cadernos de Literatura Brasileira. Lia entrevistas suas. Pensava-sentia o quão maçante já estava para ela alguma perguntas. E de repente, outra vez, me vi emocionada ao ler o que ela dizia sobre Caio Fernando Abreu (antes, eu tinha lido uma carta deste para ela, sobre um livro dela, sobre a amizade que viviam), sobre antes de sua morte.
Parei um pouco de ler. Óculos embaçados. Pensei em Jadson. Pensei igualzinho eu sinto por ele. Lembrei-me de Tiago e seu amor por Caio Fernanddo Abreu. Lembrei-me também que sinto o que dizia Hilda sentir por Caio Fernando Abreu também por Tiaguinho.
E, mal limpei os olhos, melequentos (oh tão trágica sou eu!), mal os havia limpado: liga-me Jadson.
Senti um arrepio tomar meu corpo.
Os braços.
Eu acredito em milagres, sim.
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