sexta-feira, 20 de maio de 2011

EU TE AMO


Desejo e paixão por um chaveiro em forma de rosto de boneca essa é historia insólita que Marco Ferreri conta em seu adorável, fantástico e folhetinesco eu te amo, com ninguém menos que Christophe Lambert no personagem principal!

posso dizer que é um filme que uns vão odiar outros amar, mas concerteza os daqui vão se apaixonar como eu!!! cinema fantástico-fantástico!

eu estou com sono e não vou falar mais, exausto!!!


Jadson

quinta-feira, 19 de maio de 2011

argumentum ornithologicum


"Fecho os olhos e vejo um bando de pássaros. A visão dura um segundo, talvez menos; não sei quantos pássaros vi. Era definido ou indefinido seu número? O problema envolve o da existência de Deus. Se Deus existe, o número é definido, porque Deus sabe quantos pássaros vi. Se Deus não existe, o número é indefinido, porque ninguém conseguiu fazer a conta. Nesse caso, vi menos de dez pássaros (digamos) e mais de um , mas não vi nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três ou dois pássaros. Vi um número entre dez e um, que não é nove, oito, sete, seis, cinco et cetera. Esse número é inconcebível; ergo, Deus existe." (Borges, Jorge Luis)






Ampara-me a palavra inexata,
mas certeira.
Deus é a poesia.


terça-feira, 17 de maio de 2011

ALGUÉM JÁ OUVIU FALAR EM EDUARDO KAC?


Semana de filosofia na UFG, eu empolgado, angustiado, agoniado e quase desesperado vou ver uma palestra curiosamente intitulada " arte e natureza ou kant after kac". sem previamente ler sobre a comunicação, só tinha em mente que seria algo relacionado a estética kantiana, a terceira crítica, aquela sobre a faculdade do juízo onde Kant fala sobre o Gosto, o belo e o sublime, na verdade sobre como julgamos se algo é belo e sublime, seu argumento aponta para ma dicotomia arte e natureza, a arte é bela quando sua forma parece natureza, e natureza é bela quando parece arte.

até ai tudo bem, mas eis que a tal professora Virgínia Figueiredo, anuncia o tal 'Coelhinho verde' desse tal Eduardo Kac, que segundo ela era um novo Duchamp, ora me espantei com o termo BIOARTE, o tal Kac se utiliza de mutações genéticas para propagar o que ele chama de arte. a coelhinha verde é uma mutação , um gene de uma alga fosforescente foi retirado e injetado num óvulo de uma coelha, fazendo com que o coelhinho que dai nasceu ao ser submetido a raios ultravioleta ficasse verde florescente, não chegou a ser exposto, mais apenas a sua foto , e dai várias coisas se propagaram.

A filosofa propunha uma releitura de Kant a partir desse nova expressão de arte, eu no entanto fico me perguntando o que isso tem de arte se não o fato de uma protocriação, ou mesmo, de um novo tipo de arte nazista,

bem depois vejam mais sobre isso, estou ainda chocado!!!!!!!!!!!!

Jt

domingo, 15 de maio de 2011

Jornada de um contador de histórias (por necessidade)

Não seria o tempo a causa original do que somos, no infinito?
Quanto ao tempo, essa força implacável, presente em todas as relações - o que mais seria ele, senão a sucessão das forças sobre as coisas no instante-já - a menor partícula do ir-e-vir no infinito dos eventos? O que mais seria a história senão a narração do tempo nutrida pela memória? Nesse sentido o tempo está submetido à ação das forças sobre as coisas. E as coisas, por sua vez, submetidas à existência do tempo. Coisas e tempo, todavia, não se confundem, mas possuem, essencialmente, peremptória e inabalável relação. A causa da existência de um é a existência do outro.

But if there was no time before heaven and earth were created, how can anyone ask what you were doing ‘then’? If there was no time, there was no ‘then’. (Agostinho ao Deus)

sábado, 14 de maio de 2011

Falta inspiração e raciocínio


Hoje resolvi sentar a bunda e estudar , na verdade tentar escrever um texto que propus a apresentar na semana de filosofia aqui em Goiás, mas simplesmente não consigo sair de umas parcas linhas, estou com bloqueio criativo, queria tanto da uma guinada neste texto, estou com um monte de conceitos embaralhados na cabeça e não consigo concatená-los de modo a transformar em um texto, o máximo que consigo e refletir a cerca do nada e me angustiar.
angústia é o tema que tenho que discorrer sob a ótica do cristianismo kierkegaardiano, eu simplesmente entendo esse texto do meu jeito, mas preciso por isso no papel e não consigo, crise criativa, e velho eu preciso escrever transformar meus pensamentos em representações escritas, que porra é essa, estou num ambiente perefito para desenvolver algo legal, mais essa porra de texto é muito complexo, tem uns níveis de discurso que não consigo alcançar, angustia objetiva subjetiva, primeiro pecado, pecado hereditário, angustia como possibilidadea d possibilidade da liberdade, velhooooo que porra...
Colocamos a mesa fora para melhor a concentração, enquanto Joyce fica a ler sobre tragédia , eu sobre angústia, enquanto ela consegue escrever, eu tenho dor de cabeça,já se passam das 23horas voou deitar um pouco e daqui a pouco levanto espero ultrapassar essa crise , não tenho tempo pra essas coisas aqui.... preciso superar, alias superação é um termo hegeliano, e hegel é um espinho no meu pé, e se estou a falar pelos cotuvelos e que preciso reencontrar o fio de Ariadne para poder construir meu texto, alis esse texto tambÉm ira cumprir TAREFA para minha disciplina que faço na Unb, aiaiaiaiaai... socorro, pelos deus de Adãoooo, meus creditos acabaram e eu estou me fudendo sem gozar,, haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Loucura

Sei que nada será como antes amanhã_notícias de uma viagem

Viajei esta sexta-feira última onze e meia da manhã para Salvador. No sábado voaria (e voei mesmo) para Belo Horizonte. Entendi que viajar de Aracaju para Salvador pela BR é mais ou menos como querer se matar sem admitir isso a você mesmo. Porque aquilo é suicídio. Entrei pontualmente às onze e meia da manhã no ônibus e desci oito da noite na rodoviária de Salvador. Os pés, eu não os sentia. Caso de lógica isso?
Dormi e acordei cedo para vir para BH. No voo, uma criança chorava, sentadinha com os pais, nas poltronas atrás da que eu ocupava.
O choro se intensificava e eu não ousava olhar par trás porque meu coração já estava partido. Até que a ouvi dizer: "Papai, não está sarando".
Virei e vi que era um menininho. Lucas, vim a saber depois. Chorava, sentia dores no ouvido por conta da pressão de dentro da aeronave.
Não sei porque cargas d'água, me meti a conversar com ele...Fui conversando, falando sobre as nuvens...ele era pequenininho demais e me lembrei da época em que até uma sacola cheia de vento era o suficiente para me distrair de qualquer pensamento que contivesse dor física e medos de tomar remédios.
Ele me ensinou algumas coisas sobre as pedras parecerem fofas assim do alto. e sobre as matas parecerem líquidas. Dizia essas coisas todas com sua vozinha suave de criança ainda aprendendo os descaminhos da linguagem nossa de todo dia.
Fomos conversando e percebi que ele ia tirando uma dor em mim. Uma dor que estava dentro. De repente, num movimento mais brusco, seus tímpanos doeram mais e ele berrou "ai, está doendo, está doendo, está doendo". Eu segurei seu rosto porque imaginei que ele ia cair de meu colo e, esquisitamente, segurei de um jeito que ele disse: "Passou". Quando fui me movimentar, ele disse: "Não".
Restava-me encarar a criança, seu rosto entre minhas mãos. Mas, eu enxergava a mim. Enxergava coisas que preferi não ver. A aeromoça trouxe-lhe umas bolas de ar coloridas, verdes por conta da companhia aérea.
Lucas começou a enchê-la. É um bom exercício para o caso que lhe ocorria.
Enchia as bolas e me dava rindo, feliz, esquecido das dores por minutos. Enquanto as minhas pulsavam de maneira que bexiga qualquer distraía.
Quando pousamos, Lucas desvencilhou-se de meus braços, foi para os pais que o receberam acarinhando e dizendo para ele me dar tchau pois tinha sido legal com ele. Ele abraçou forte a mãe, escondeu o rosto de mim e disse: "Não".
Desci do avião. Atravessei um corredor, recebi uma rajada de vento frio no rosto, já na rua.
E pensei o quão filhas-da-puta são essas companhias aéreas que fazem propagandas de suas empresas até em bolinhas de reabilitar dores de ouvidos.

Vôo e Salvação

Graças a Deus existe a poesia,

Que me salva.

Na exata hora da queda

Escrevo.

Como pássaro que nunca cai,

Desenho no céu

Meu vôo de liberdade.