quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre os micos

O que me assustou hoje não foi o fato de mais de dez micos descerem da árvore para pegar as bananas que estavam em nossas mãos, juro.
O medo maior foi que um deles apalpou a minha bunda! Senti medo de que ele me mordesse sim. Mas, logo pecebi que eles não eram muito bons uns com os outros, pois vi alguns se estapearem para ficar com a banana, mas com a gente eles eram cordiais: um deles olhava para Wesley quase a falar: "Cara, tu pode comprar bananas aí fora da UFS e para a gente é mais difícil, velho!".

Enfim, depois entendi que estava tudo certo e calmo antes de eu chegar, que eu estava meio Jane ou meio a filha da Chiquita bacana....Seja como for: foi lindo. Os micos são lindos, têm uma expressão ímpar e comem bananas de um jeito todo deles, singular.
E tinha um miquinho pequerrucho, saliente, danadinho que me cativou deveras. Acho que ele quando crescer, vai aproveitar, como um de seus companheiros, não só para comer bananas dos humanos, como também para passar a mão na bunda de quem lhe aprouver!
Eu sou uma descoberta de mim mesma sempre. Isso é inusitado e assustador. Apesar de eu ser coerente ou persistente em algumas muitas coisas. Isso é paradoxal. Eu sou estranha, esquisita, choro e rio, acordo cedo e durmo em seguida. Venho para a UFS para estudar e de repente me vejo: fazendo um blog louco. Pois é. Veio uma idéia em minha cabeça. Vieram vozes, na verdade. Mas, preferi chamar de idéias. É menos patológico. E isso se deu assim: depois de passar minha senha de e-mail para Wesley Pereira de Castro e de este me previnir: "Depois mude a senha, senão eu vou me passar por você na noite" e de eu responder: "Nada, duvido!", depois disso: mudei a senha. Risos. Previsível. Esta criatura tem internet em casa e jura que nunca mentiu na vida. E se eu acredito nisso e ele disse que era sim capaz de se passar por mim na noite...Mudei. Acredito que ele realmente não minta. Mas, essa de "...me passar por você na noite" me fez lembrar as brincadeiras minhas, de Tiago e de Jadão, ou melhor, de Ninão, Tânia Fuscão Preto e Darlene. As santas. Chegamos a ter até o e-mail da santa trindade! E então, as mulheres começaram a falar em minha cabeça. Uma delas, Gisela, recém separada de um amor. As duas, suas irmãs, talvez não tenham vida tão calma, apesar de aparentarem estar a "suportar" o dramazinho da irmã irracional e sensível...
Resolvi dar vida a essas criaturas. Pois eu preciso escrever minha dissertação, preciso ter paz, não preciso de ninguém com bla-bla-blá na minha cabeça. Pois eu também tenho minhas dores, minhas obrigações e nenhuma irmã com segredo cabuloso, como sei que virei a descobrir sob o som de Gal Costa.
Assim, a história de três mulheres, a saber: Gisela, Alice e Esther, a história destas três mulheres está se desenhando, está nascendo e se elas forem embora, então foram e eu fico em paz delas. Se não: vou escrevendo como der...

Ok, ok. É só mais uma invençãozinha minha para eu me distrair das coisas que eu não posso nem devo me distrair...Mas, ora bolas, de medrosa agora estou subversiva? Vai ser tantas outras assim na China, vai! Mas, antes: muda a senha quando alguém que não mente diz para você mudar a senha, pois do contrário se transformará em você na noite!

Isso é sério, Weslinho: não desejo a ninguém se transformar em mim, em hora nenhuma. Muito menos à noite!

O bloguinho de que falo  é este aqui, gente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Na Manhã



Todas as terças e quintas feiras, me desloco a Brasília para presenciar aulas na UNB, saio as 5:30 da manhã de casa.
Essa hora o clima é parecido com as 4 da manhã de Aracaju, ou seja, ainda esta escuro e faz frio.
E uma das coisas que acho mais bonitas aqui em Goiânia é que da para ver em vários pontos uma cidade iluminada ao longe. aqui é cheio de vales então bate um sentimento bom, sabe, meio nostalgico , meio vivaz, meio melancolico, gostoso mesmo, sabe, eu adoro ver uma cidade ao longe amanhecendo e toda colorida pelas luzes seja da aurora, seja das lampadas brancas e amarelas, todas em uníssono, formando um grande mar de reflexos, acho realmente sublime e é tão simples sabe, tão comum que me pergunto porque eu gosto tanto. hoje mesmo parei e fiquei a contempla pór mais de 10 minutos , nossa que coisa boa, que sinestésico foi, e aneblina a evaporar e ainda tinha um grande nevoiro a se dissipar lá ao longe.

fiquei em paz, tranquilo e feliz


beijos a todos

J

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dos confiscos da alegria

Estiveram muito próximos um do outro.
Olharam-se com olhar de homem e de mulher. Conscientes de seus corpos, entendendo cada vibração.
Sabiam dos estímulos outros, externos. Mas demoravam-se mesmo na força secreta que, sabiam, precisavam parar.
Dissera-lhe ele que ela era linda, linda. O que ela não compreendeu na hora. Só depois entendeu e sorriu um sorriso que poderia denominar vermelho-sensações ou ainda verde-compreensões, pois sabia que poderiam ser e seriam explosões de alegria, sim.
Mas não.
O interdito só permitia aquilo. Pequenas fugas e descobertas deliciosas que ficariam na memória e no corpo, incandescentes, raras e delicadíssimas feito a luz vermelha de antigos cabarés.

domingo, 3 de abril de 2011

SE HÁ AMOR, O QUE FALTA? (CARTA SEMI-ABERTA A NINALCIRA):


Querida amiga,

Eu juro que queria ser capaz de responder à pergunta contida no título, mas, de coração, não consigo pensar numa resposta. Concebo o amor como a totalidade do espírito, como o direito e o dever máximo de cada indivíduo, humano ou não, de maneira que, em minha concepção pessoal de vida, onde há amor, há tudo, inclusive a (im)possibilidade do inverso. Mas... Por que não consigo me sentir tranqüilo ao confessar que te amo?!

Queria ter coragem, força e determinação suficientes para frisar que tudo o que te transmiti através de mensagens de celular e olhares (não necessariamente nesta ordem) corresponde ao que de mais sincero eu posso confessar no que diz respeito ao que sinto por ti, mas careço ser ainda mais honesto: mais do que te amar – ou algo do gênero, sem falta – eu PRECISO de ti e, justamente por ter medo de ser egoísta ao assumir e confessar isto, que venho a público dizer isso a ti e não somente a ti, ao tempo em que anseio por um momento em que possa conversar a sós contigo, mas não somente contigo. Afinal de contas, da mesma forma que temias que entidades espirituais liberavam vazamentos em tua cozinha ou remexiam nas conexões do aparelho reprodutor de DVDs de tua casa, há muitas vozes provindo de ti quando falas, quando te exprimes, quando gemes e me faz sorrir ou ter vontade de chorar e me arrepiar...

Eu te quero um bem indizível e preciso, preciso falar contigo, mas não sei se conseguirei expressar o que quero dizer. Tentarei e, por ora, isso deve me bastar...

Amo-te (e não só),


Wesley PC>

sábado, 2 de abril de 2011

Como se sentir melhor em terra estrangeira


Enfim me senti um pouco mais em casa, mais do lugar...

Depois de quase duas semanas correndo que nem louco, pude arrumar meu quarto, a minha casita e por as coisas em ordem.

As idas e vindas de Brasília são cansativas, mas estou gostando da experiência.

estou lendo um,livro que ganhei de Dantão "O Banheiro" de um francês contemporâneo e como tal extremamente influeênciado pelo existencialismo de Camu e Sartre, mas um tanto burguês eu diria...

por hoje é só
so pra dizer que amo vocês...

Elis Regina - Me Deixas Louca



Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca

Adoro a sensualidade dessa música.