segunda-feira, 21 de junho de 2010

BONNE ANIVERSAIRE!

Hoje nasceram: Alexandre, o Grande (em 356 a.C.), Machado de Assis (em 1839), Jean-Paul Sartre (em 1905), Nelson Gonçalves (1919), Eduardo Suplicy (em 1941), Manu Chao (em 1961), entre muitos outros. Mas a pessoa que amo e que nasceu neste dia consegue se destacar nesta lista inteira. Nasceu em 1982 e em comum com esta imagem da militante Jane Hanói (Fonda, de nascimento) tem a graça, a beleza e a pujança defensiva diante dos contínuos ataques ideológicos. Parabéns cardíacos para minha doce e maracujada Ninalcira de Lemos Sampaio! Só não fui para tua festa-surpresa (ops!) por causa de minha moléstia, visse?

Wesley PC>

Incomunicabilidade


Alguem entendeu algum poster desses que tiago publicou?

outro dia conversando com um amigo psicólogo esse afirmou que todos os homens deliram, adiferença é que uns saem na media geral de delírio, eu acho, acho mesmo que condordo com ele, funcionamos delirando o tempo todo, damos nome sentimentos,acreditamos no inefável, medimos o imponderável,acreditamos em mundos virtuais, escrevemos em blog e por ai vai.....

Mas ao menos um tendendimento do delírio as vezes é bom pragete se comunicar né, nossa eu estou tentando deduzir algo, alguma coisa, mas.....

e daí, quem quiser que tire suas conclusões eu que não vou ser porta voz da camara dos deputados federalistas americanos, eu to com a unha incravada, e a gaganta ainda esta no lugar,ainda.....


por que? por que? por que? porque? o pro-quê? e para que?

domingo, 20 de junho de 2010

às gargalhadas:

- COMEÇA, AMANHÃ, COMEÇA?

perdoem-me por tudo o que respeitam.

E
N
T
O
R
N
A
N
D

O
LIXO HOSPITALAR...

não me perturbem, os ânimos... (gargalhadas)




“Olhe, Hillé, toma esta peneira e colhe água do rio com ela, olha, Hillé, aqui tens a faca, corta com ela a pedra, pedaço por pedaço, depois planta e vê se medra, olha, Hillé, aqui tens o pão mas só podes comê-lo se dentro dele encontrares o grão de trigo inteiro, e de quem o colheu a própria mão, olha, Hillé, aqui tens a tocha e o fogo, engole e assim veremos o que se passa nos teus ocos.


Olha, Hillé a face de Deus
Onde onde?
Olha o abismo e vê
Eu vejo nada
Debruça-te mais agora
Só névoa e fundura
É isso. Adora-O. Condensa névoa e fundura e constrói uma cara. Res facta, aquieta-te.”

(A Obscena Senhora D, Hilda Hilst)

... tarde fulera.... tarde morta.


É que não me é cabível a quietude, sabe? É pequena demais para vastidão de minha ânsia. É que há sede demais dessa fundura, sabe? Prova-me então, que o que há é fundura e mais nada. Crês mesmo que ainda assim me aquietaría? Não vês que há angústia? Um querer dominante? Não percebes que não cansarei de vos questionar? Tua fundura rutila, tens idéia do que é isso? Uma fundura que rutila e que queima. Quero saber por que choras, por que geme, por que sangras? Hein? Por que Sangras? E não me diga: SOU VIVA. Mesmo que veja só escuridão, esperarei um raio de luz, o mais torpe. E já não quero mudar nada! Vocês querem? Será esse o tal Motor? Não mudarei nada, não eu. A esperança, essa palavra doce é o que me alimenta a dor. E assim, naturalmente sádico e masoquista, seguirei. Condensa Você, névoa e fundura, expõe e no primeiro raio de sol, a cara começará a derreter-se. O que fará? Jogá-la-á novamente às profundezas obscuras? Desce à escuridão, ao porão disso que chamas alma e lá, aquieta-te. Se não vires a cara da morte, terás as trevas de consolo. Deixa-me seguir na superfície, condensando minha cara ao meu sangue e às minhas dores. Deus. Deixa-me descobrir que aqui há mais cores. Aqui, aqui, aqui, olhe! Deixa-me descobrir vivo que esse desejo perigoso é de minha própria natureza rutilante. Aquieta-te, Você, que não é natureza. Que é um vago buraco pendurado no nada. Aliás, tu não existes. Aqui, condensarei tudo o que há dentro e o que há fora. E construirei minha cara de Deus. Prove-me, Nada, que não sou!