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terça-feira, 10 de maio de 2011

Sentimento família 2-o efeito quiabo.



Estes dias vem sendo dias estranho, um pouco fora de ritmo de estudo, me acostumando com o clima seco e frio de Goiânia. Hoje me acordei tarde pra cacete, meio assustado com o chamado de Joyce e depois de duas horas mergulhei no fazer do almoço, enquanto Aelton lavava roupa e Joyce arrumava seu quarto, preparei arroz com cenoura e alho e um cozido de quiabo com um montão de verdura e tempero curry de da aquele sabor picante. Nossa como ficou bom, Joyce reclamou do quiabo que ela não tem costume de comer e que e escorregadio e difícil de descer, eu ri neste momento e lembrei do filme que vi domingo na casa de um casal amigo " O Mensageiro do diabo"(1955)de Charles Laughton.

O que tem a ver Quiabo com o filme citado? exatamente a dificuldade que tive na sessão de senti o filme como esperava, já que eu nunca tinha visto e que era um daqueles que gostaria de ter visto desde pequeno (depois de ver uma foto da personagem principal que destacava exatamente a palavra LOVE na mão esquerda dele apoiada numa cerca de madeira), um filme que desliza durante sua exibição, mas que tive dificuldade de ver, de me sensibilizar com ele. Contudo, seu protagonista é o que o filme tem de melhor.A depressão americana é o pano de fundo da estória de um assassino, que disfarçado de um carismático missionário enviado por Deus tenta dá mais um golpe em uma viúva de cidadezinha americana.
O filme pode ter várias leituras, desde a de guerra fria entre o Estado soviético e o americano, assim como ao movimento petencostal americano que eclodia com força desde a quebra da bolsa em 29. porém a seqüencia de eventos finais do filme enfraquece e muito o resultado geral. mais ainda assim foi bom ter realizado o desejo de vê-lo!

JT

domingo, 8 de maio de 2011

Sentimento família




Ontem, foi um dia em que a casa fez compras mensais.
saímos os três, Aelton, Joyce e eu para comprar mantimentos para a limpeza da casa, assim como comida e apetrechos pessoais. a compra foi dividida em partes iguais.
no caminho de volta pra casa o carro de Joyce parou inesperadamente e eis que essa linda moça me surpreende. ela sai do carro pega um peça do motor leva até o tanque de gasolina e enfia uma sobra de gasolina la dentro, o carro volta a funcionar. " fiquem quietinhos ai dentro" ela dizia enquanto mexia desenvolta na maquinaria do carro," puta merda, que mulher foda" eu pensava sentado dentro do carro. parecia uma super mãe e não por acaso ela foi apelidada de mamãe por mim e por Aelton e depois de passarmos umas 5 horas nas compras, chegamos em casa ela pediu uma pizza para comemorar, valor 13,90r$.e antes de comer rezou o PAI NOSSO em grego, foi um momento divinamente hilário.
foi como se eu estivesse em família, sabe, foi uma sensação muito boa.

beijos..

domingo, 6 de março de 2011

TODO E QUALQUER AMOR É BOM?!

O que mais me impressiona nos discursos religiosos institucionalizados é como eles são programados para nos afetar, para atingir diretamente cada um de nós, por mais que mantenhamos (e/ou retroalimentemos) diferenças entre nós e os outros. É religião, é discurso de boas intenções, é apelo à fé sobrevivencial, é tentativa de amor ao próximo, nos afeta. Ponto.

O porquê da redação de truísmos no parágrafo anterior? Digamos que um rapaz por quem sou apaixonado convidou-me para assistir a uma palestra de seu irmão mais velho e bem-sucedido profissionalmente na manhã de ontem, sábado de Carnaval. Dentre todos os lugares do mundo, este rapaz, que mora na Bahia, calhou de estar justamente no conjunto residencial em que eu habito. E, como tal, não poderia faltar a tal convite. Comuniquei ao pregador que seu irmão mais jovem havia me convidado e este foi taxativa: “vá por causa de Jesus – e não para ver ou ouvir meu irmão!”. E, por dentro e por fora, eu não conseguia distinguir o que era mais relevante naquele momento: tanto Jesus quanto o rapaz em pauta faziam parte de uma mesma corrente complementar de amor (ou de pretensões de amor, que seja). Não conseguia distinguir uma hierarquia ali, por mais herético que isto possa parecer, numa primeira leitura.

Conforme disposto, portanto, dispus-me a assistir à tal pregação religiosa. Tratava-se de um retiro carnavalesco religioso vinculado à congregação de renovação carismática católica Canção Nova, uma das ramificações mais conservadoras da religião atualmente comandada pelo sumo pontífice Bento XVI. Como tal, os seguidores de tal religião são contrários a práticas como o aborto, a eutanásia, o uso de preservativos e, obviamente, o homossexualismo. E lá estava eu, entre diversos adolescentes, tentando desviar o olhar do rapaz que eu amava, e que sabe o quanto eu gosto dele. Tanto ele quanto o seu irmão pregador, cujo discurso me atingia em cheio. Como calha de acontecer quando prestamos atenção a uma dada liturgia, eu era pessoalmente afetado pelo que ele falava. E, naquele momento, pareceu-me que era errado gostar de seu irmão do jeito que eu gostava. E não era pouco, era muito, E, naquele momento, pareceu errado...

Tinha vindo àquela reunião com o coração aberto, disse ao congressista. E era verdade. Mas também tinha vindo para ver e ouvir o irmão dele, a quem não encontrava pessoalmente há mais de dois meses. E estava com um presente nas mãos, um livro religioso, justamente: “Pensamentos” (1670), de Blaise Pascal, o meu filósofo preferido, numa edição histórica de 1942. Entreguei o referido livro a ele, com toda comoção possível, ao final da reunião religiosa, após uma série de orações e cânticos religiosos benfazejos, sentindo-me particularmente tocado pela graça, ainda que sob as diretrizes de um discurso no qual eu me senti particularmente deslocado. Vem de Deus, vem dos homens, é Graça. Ponto.

Em seguida à entrega do livro, caminhamos pelo local em que moro, tencionava mostrá-lo até que ponto as condições sociológicas de meu habitat interferem em meus comportamentos religiosos e amorosos. Ela sorria enquanto conversávamos. Ele parecia não se incomodar tanto com o fato de eu ser obcecado por ele. Em breve, ele partiria e eu ficaria, como sói acontecer comigo. Ele estava imune, eu não. E, de fato, minutos depois, ele foi para a casa de uma cunhada, enquanto eu fui ao cinema com um vizinho. E, por dentro, eu pensava: “é errado amar deste jeito?”. A imagem que acompanha esta postagem realça o que estou a sentir. E, como diz o versículo 1 do Salmo 116, “amo ao Senhor porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica”!

Wesley PC>

sábado, 6 de novembro de 2010

“EU ACHO QUE AMO MEU CACHORRO MAIS DO QUE A TI. NÃO MAIS, MAS DE UMA FORMA DIFERENTE”, DISSE TERESA

Quando estas palavras entraram em meu coração, ainda no florescer de minha adolescência, mal sabia eu que um dia seria tão adepto da cinofilia como o sou agora. E, se a identificação com esta traumatizada personagem do Milan Kundera é-me prolongada por inúmeras outras situações, a maior parte delas de caráter sexual, imagino-me agora traduzindo este dilema para uma situação estritamente canina: os filhotes pretos de minha cachorra Zhang-Ke já têm mais de 45 dias. Amanhã, o primeiro deles sairá de minha casa, em direção a um novo lar, na cidade de Itabuna, Bahia. Talvez eu nunca mais o veja pessoalmente. Talvez ele jamais tenha uma oportunidade de abanar o rabo para mim. E isto não me é triste, não obstante eu sentir saudades de antemão. Sei que ele estará bem cuidado, sei que a nova família gostará muito dele. Sei que!

Estou lendo o “Purgatório” de Dante Alighieri e, nos cantos que já consumi até então, os protagonistas (o próprio autor e o poeta Virgilio) vagaram por três círculos de pecadores capitais, o dos orgulhosos, o dos invejosos e o dos iracundos. Não sei qual será o próximo, mas temo que eu seja lancinado pela culpa decorrente da identificação. A cada novo dia que enfrento na Terra, sentimentos semelhantes ao ciúme me sussurram possibilidades desgostosas aos meus ouvidos. E, por serem desgostosas, eu não gosto delas. Não gosto de ciúme, nunca achei que fosse prova de amor ou qualquer coisa do gênero. Amor se doa por completo, amor se dá sem saber a quem, amor preenche até mesmo quem tachamos por inimigos. Amor é extrínseco e intrínseco. E eu amo até mesmo estes cãezinhos que em breve sairão de minha casa...

Wesley PC>

domingo, 8 de agosto de 2010

E EU NEM TINHA ME DADO CONTA... MAS AGORA AMO TAMBÉM A PARTE MASCULINA DE MINHA FAMÍLIA!

Hoje eu acordei com vontade de ver “Nossa Vida Não cabe Num Opala” (2008, de Reinaldo Pinheiro). Não tinha nenhum motivo específico para tal. Acordei com vontade e pronto! Achei um jeito de conseguir o filme e taquei-o no reprodutor de DVDs. Tinha ouvido muita gente falar mal, mas confiava no elenco. Paguei pelo preço de minha vontade...

Tava pouco me lixando se o filme era bom ou ruim. Para além de sua qualidade rotular propriamente dita, interessava-me ver o quanto ele transmitia-me de nacionalidade, de Brasil, de um lugar que eu reconheço como sendo aquele em que vivo, de pessoas que falam a mesma língua que eu e que podem pensar e fazer coisas que eu posso pensar e fazer... Infelizmente, a desorganização estilística do diretor Reinaldo Pinheiro desperdiçou muito do que aquele grande elenco poderia oferecer: Milhem Cortaz encarna um insuportável estereótipo de rapaz fodido; Leonardo Medeiros faz o fodido ao cubo a que já se acostumara; Jonas Bloch e Paulo César Pereio se destacam pela consagração chula de um cinismo sempre bem-vindo, mas têm poucas oportunidades de brilharem frente ao tom lamentoso do roteiro; Maria Manoella promete, mas, no caso dela, promessa não foi dívida; Dercy Gonçalves faz rir em sua rápida aparição; Marília Pêra surge, bastando; e o idiota do Gabriel Pinheiro devia ser punido pela esculhambação que faz no que tange aos meus fetiches desejosos pós-adolescentes. A exceção nesta mixórdia vai para a adorável Maria Luísa Mendonça, que repete três vezes um mesmo texto de sedução arrependida, mas é boicotada pela trilha sonora. Merda!

Quando eu já estava quase me acostumando à sub-mediania do filme, uma lembrança estranha. O fantasma de um ladrão de carros recém-falecido surge no carro roubado de um ladrão de carros enfastiado e, no meio da conversa, o primeiro pergunta: “por que tu não vais com a minha cara?”. A resposta é no ato: “porque tu és meu pai!”. Bastou. Foi aí que eu saquei que hoje era dia dos pais – e que eu não conheci meu pai – e que eu estou pouco me lixando para isso – e que meus dois irmãos estão em casa neste exato momento, vendo o jogo de futebol Flamengo X Corinthians na TV – e ambos são flamenguistas – e, por enquanto, o time deles está perdendo – e eu não ligo muito para futebol, mas admito que o poder de coesão (e de disrupção) deste esporte me é relevante no plano sociológico. Por isso, eu até que tento entrar de vez em quando na conversa deles (meus dois irmãos, um de 42 e o outro de 27 anos), que trocam experiências masculinas em minha sala, neste exato momento, mas nem sempre consigo. Sou diferente, acho!

Ai, ai, família...

Wesley PC>

terça-feira, 27 de julho de 2010

Entre conversas de ônibus e festa em família


No último sábado viajei de Aracaju até a cidade de Socorro, bem, não o centro da cidade mas para um de seus tantos conjuntos residenciais: Marcos Freire I. Local onde residi por muito tempo e fiquem sabendo que apesar de ser longe gostei muito de ter passado minha semi-infância lá.
Era uma festa de família, meu tio mais novo estava aniversariando (no mês de Julho muitos de meus parentes oficiais fazem aniversário inclusive eu)e como me foi quase imposto a ida ao tal evento, saí de casa o mais tarde que pude e um pouco antes "calibrei os olhos" ( a viagem foi ótima!)peguei meu bornal e segui pro ponto. no ônibus que seguia do terminal DIA para o conjunto acima citado, estavam dois meninos com idade mais ou menos entre 13 e 15 anos, magros e afetadíssimos falam sobre os trâmites da Igreja Católica em Aracaju, bispo, padres, grupos de evangelização e coisas do tipo, mais engraçado foi passar por uma Igreja católica num bairro periférico e ver o seguinte anuncio " oração com o grupo: Chama de Amor", gente eu ri muito, muito mesmo, fiquei pensando na utilização da língua para a construção do nome do grupo, e o meu estado sensorio afetado pela THC me fez ir mais longe.
Festa de família é sempre festa em família, o que mais me deixou chateado, foi como sempre algunas declarações homofôbicas de algumas pessoas que gosto tanto, mas fazer o que né?fazer uma cruzada contraa introjeção de anos de preconceitos? não estava disposto, não vale a pena sabe.....
fiquei impressionado que tinham uns quatros afetados na festa, um casal formado pelo cunhado de meu tio e um amigo deles e uma criatura que nunca vi era amigo da namorada de meu tio, em um determinado momento minha mãe, dona Dilma Teles, puxou um deles para dençar de forma bem afetada, o mesmo recusou, eu fiquei com vergonha mas não disse nada.
Depois quando voltava para casa fiquei pensando se estava eu estava certo ou errado em ficar calado, mas enfim talvez em outro ambiante eu reividicasse, talvez se eu fosse mais capaz, mas autonomo, talvez...