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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entre a orgia violenta de Rubem Fonseca e o dilema politico-moral de Eloy de la Iglesia


Já vi quatro obras do esquecido diretor espanhol Eloy de La Iglesia e de fato fiquei extasiado com dois dos quatro filmes dele que pude assistir o primeiro “O Sacerdote” que narra a crise de um padre que transpira desejo por todos os poros e que se auto-flagela na tentativa de domar o corpo até perceber que o espírito é também parte fundante de seu hiper-libíbo, a narrativa lembra muito os planos oníricos do magnânimo Buñuel e o roteiro prima por contestação política ímpar. O segundo é de um impacto que estou sem fôlego até agora, “El Diputado” é sem dúvidas o melhor filme do diretor, apesar de ter visto poucos, acho difícil algum outro superá-lo, mesmo porque acho ele um dos melhores filmes da minha vida, sem exageros! O filme é surpreendente e conta a história de um deputado do partido comunista recém eleito depois da queda da ditadura de Franco, é clandestinamente homossexual e casado com uma bela mulher, se envolve continuamente com michês, só que a mando do partido fascista um michê se envolve com ele na intenção de provocar um escândalo, e derrubá-lo politicamente. Só isso já era grandioso visto que o dilema moral vivido pelo personagem já funcionaria belamente, mas Eloy não se contenta e constrói um verdadeiro libelo em prol do amor. PERFEITO! Agora virei fã também querido Wesley de Castro.
“Lúcia McCartney “é o livro que me minha amiga me emprestou ontem para ler, escrito pelo meu contista favorito Rubem Fonseca, o qual a tempo já era fã, conta uma porção de coisas ainda estou no início do livro, mas várias histórias paralelas estão se desenrolando acredito que vão se tocar de algum modo. Até agora o livro se apresenta de forma primorosa, conciso pungente e como sempre violentíssimo, estou a adorar. O fato é que os personagens do Rubem me cativam de uma forma acachapante. Amo a densidade do indivíduo construído pelo autor, ele é absolutamente genial.
Esperando por mais coisas de ambos.....

Beijos.

JT

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

UM VERDADEIRO SACERDOTE DO CINEMA:

Se tudo der certo, neste sábado, estaremos reunidos na casa de Jadson Teles para a cerimônia de apresentação pública do cineasta Eloy de la Iglesia (1944 – 2006). Deste momento em diante, creio que tornar-se-á público o porquê de eu estar comportando-me de maneira tão viciosa em relação a este gênio que tão de perto conheceu o próprio vício da heroína, que levou seus melhor namorado e fez com que ele ficasse quase duas décadas afastado do cinema. Depois de amanhã, se minhas previsões de aceitação estiverem corretas, lerei aqui mais algumas postagens que referendarão a minha empolgação de agora... Ou quem sabe não, mas, pelo menos, o gênio em pauta será conhecido...

Infelizmente, como nenhum de seus filmes foi lançado no Brasil, a sessão deste sábado terá que ser com som original em espanhol mesmo, sem legendas. Mas garanto que a apreensão é fácil, que o modo como este cineasta filma dialoga diretamente conosco, sul-americanos da gema. Com quem tem experimentação no universo da delinqüência, então...

Por falar nisso, enquanto eu começava a escrever este texto, por volta das 2 horas da madrugada, minha mãe e meu irmão caçula gritavam: ele queria dinheiro emprestado para comprar ‘crack’. Ela não queria que ele saísse de casa e se envenenasse àquela hora. Por sorte, ela venceu. Hoje, ela venceu. Mas... E depois? O que o futuro nos reserva? Detalhe: acabara eu de ver aquele que deve ser o píncaro da obra iglesiana, “El Sacerdote” (1978), sobre um padre que enxerga sexo em tudo com que se depara. Um padre que visita um bordel para ter certeza de que “a carne é forte”. Um padre que... Não vou estragar a surpresa. Vejam o filme!

Enquanto isso, eu tento sobreviver. Eu, minha mãe, meu irmão caçula, meus vizinhos... Alguns já caíram... Nosostros? Que lo venga lo peor, resistiremos! Ojalá, com la fuerza de Dios en los talones!

Wesley PC>