quarta-feira, 15 de junho de 2011

El Consul de Sodoma ou:" você é um poeta? não eu sou poema, apenas poema"


Abri a página principal do Makingoff.org,atualmente minha página virtual favorita, e eis que está lá no seu canto direito o poster desse filme espanhol, achei curioso, pois não conhecia o poeta o qual o filme se propunha a biografar. Então num dia desses numa manhã bem fria qui em Goiânia me pus a ver o filme.
Fiquei tocado com o final do filme, apesar dele ser um tanto apresado na sua conclusão, mas mesmo assim brilhante, e apesar do gênero no qual o filme se enquadra ser um tanto enfadonho fiquei feliz com a sinceridade com que o personagem principal é tratado e apesar do filme ser quadrado em sua forma, seu diretor soube aproveitar muito bem as nuances do personagem pelo decorrer do tempo, que vai da ditadura franquista até os anos 80. O filme é apenas bom, mas confesso que em dada altura me projetei naquele burguês culto que flertava com o esquerdismo politico, ao mesmo tempo que aconselhava a empresa de sua família, escrevia poemas e fodia loucamente com rapazes das favelas filipinas!
" você é um poeta? não eu sou poema, apenas poema"

Jadito.

DE BRIAN DE PALMA PARA JADSON ET ALLI.:

Não vou disfarçar a minha capciosidade: preciso que o curta-metragem aqui disponibilizado seja visto o quanto antes, mesmo por aqueles que acham que não entendem inglês, o quanto antes! O capitalismo continua a apropriar-se de obras de arte, transformando-as em objetos de consumo iminente e perpétuo. Socorro!

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Era assim que eu pretendia iniciar esta postagem, mas adotarei uma postura mais branda: JADSON, NINALCIRA, AELTON, TIAGO, WESLEY SOARES E QUEM MAIS ESTIVER LENDO ESTE 'BLOG'. POR FAVOR, ASSISTAM A "OLHAR COMPREENSIVO" (1965, DE BRIAN DE PALMA) E ME DIGAM QUE ESTOU ERRADO!

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O filme é curtinho, feito em 1965, por conta de uma exposição pioneira do que hoje conhecemos como 'pop art' (mas, na época, ainda vendida como 'op art' - hehehehe). O genial psicólogo da percepção Rudolf Arnheim é um dos depoentes empolgados do filme, mas ele não é ótimo apenas por isso: por mais objetivo que pareça ser, a olhos mais incautos, o filme já problematiza aquelas que viriam a ser as obsessões temáticas do genial diretor estadunidense, não à toa, um dos meus preferidos e, ainda mais, de meu querido amigo Jadson: o filme grita! Ouçam-no!

Wesley PC>

domingo, 12 de junho de 2011

“A MÚSICA É PARA A VIDA, NÃO PARA FAZER O MAL” (OU PORQUE A GENTE É ASSIM MESMO!)

“Transylvania” (2006) é um filme menor do diretor Tony Gatlif. Mas, mesmo assim, é um filme cigano e venoso. Como tal, empolga! E, enquanto eu buscava nele um canal de identificação (o amor, o amor!), minha mãe se empolgava aqui na sala. Só faltava ela rodopiar, que nem eu, quando estou entre meus amigos maracujanos. Deve ser genético... A cigana que está em mim veio dela! Não é por acaso, não é à toa...

Apesar de ser um filme menor, “Transylvania” me fez pensar em amigos: e, se Jadson Teles está distante (apenas fisicamente), os demais estiveram reunidos na madrugada de ontem para hoje. Américo e Wesley de Castro ficaram zanzando de um lado para o outro, Wesley Soares beijou na boca (assim me disseram), Tiago Oliveira tem a pele macia, Ninalcira Sampaio foi para casa de táxi (falando “Belzebu”, que nem eu) e Maicon foi-me finalmente apresentado em carne. Ao nosso redor, tinha música ruim e clientela de bar com chapeuzinho de vaqueiro. Tinham skatistas bonitos e fúteis e pimbas fúteis e não tão bonitos. Tinha gente, ora bolas! E gente é bom de ter perto!

No filme, uma guria grávida vai até a Romênia em busca do carinha que jura amar mais do que a ela mesma. Lá chegando, ele a dispensa: “eu fugi porque não te amo” e ela fica triste de amor. Veste-se de cigana e vaga pelas florestas, até encontrar um vendedor mambembe que lhe presenteará com um brinquedinho em formato de urso que canta. Trilha sonora original de Tony Gatlif, entre outros. E eu gosto de música, de dançar, de fazer montinho de gente e de passar a madrugada com meus amigos. Ave, ciganada!

Wesley PC>

Saudades e o Sumo Bem


Eram tempos bons aqueles em que se brigava, discutia, chorava , matava e criava demônios aqui neste espaço que passei a acreditar que poderia acalmar um desejo de comunicação, mas que seja, vou continuar, pois ainda acredito.....

Esses dia estou a ler o bom e velho Santo Agostinho, "O Livre-Arbítro" obra quase magna, se não fosse suas Confissões.

Neste livro Agostinho tentará provar a existência de Deus e justificar o mal no mundo.

Sua investigação aponta que Deus existe simplesmente porque ele é o sumo bem, e algo maior que a nossa razão e que todo homem procura, é a luz que ilumina nosso entendimento. Parei no capítulo em que ele tenta exatamente provar que " existe algo maior e melhor que a nossa razão e esse algo só pode ser Deus".
Quanto ao mal ou o pecado, isso é resultado do uso arbitrário de nosso livre arbítrio(rs). Deus gerou o homem do nada, e não de sua essência por isso o homem é carente em essência. o mal não existe, o pecado é a carência do bem.

O livro é um Diálogo em que ele vai paulatinamente demonstrando suas teses antropológicas e fundamentando a interioridade, germinando assim aquilo que Descartes chamaria de Sujeito ou subjetividade.

A leitura em si é prazerosa há um ritmo "divino" no diálogo, apesar de haver discordância insolúveis entre o pensamento agostiniano e aquilo que creio em relação ao Deus.

Beijos

Jadito

domingo, 5 de junho de 2011

Kierkegaard X Platão: Jafar Panahir


Nas migalhas filosóficas Clímacus(Pseudônimo de Kierkegaard) propõe uma investigação do modelo grego e do modelo cristão de apreensão de verdade. No primeiro modelo o Mestre é a ocasião, já que a verdade se encontra adormecida no homem, bastando que a desperte através de "perguntas certas". O Instante que isso ocorre não é decisivo, logo este Instante é reabsorvido no tempo. Tal Instante ocorre em um movimento de acesse que eleva o discípulo num dado grau inferior para o superior.

Num certo sentido esta teoria denominada de "Reminiscência" na filosofia socrática/platônica, abre espaço para uma dimensão de subjetividade nos gregos, talvez, tal termo seja inadequado e pareça até equivocado ou mesmo anacrônico. Contudo Michel Foucault, já contrariava toda uma tradição filosófica e apontava certa dimensão no indivíduo grego, apesar dos gregos confundirem sua identidade com a do Estado, ou seja, não há formação de uma identidade privada sem o Estado,ou ainda o individuo era formado para o Estado. mas isso é outra conversa!

No modelo teórico experimental apresentado por Clímacus, o Discípulo não possui a verdade em si, ela está apartada dele. Só o Mestre é capaz de proporcionar as condições e levar verdade ao discípulo, ele sozinho nada encontrará, ou seja, não há condições de possibilidade para o homem encontrar a verdade por seus próprios esforços, ele estará sempre condenado no mundo, só quando o Instante for Decisivo, quando o eterno irromper no tempo, ele poderá assim encontrar a verdade, é por isso que o modelo cristão é um escândalo para a razão , um paradoxo, uma loucura, está fora do movimento lógico da ascese platônica, pois o movimentodo mestre do cristão é de esvaziamento e rebaixamento, pois, no Instante ele apresenta-se como um igual , ou seja, a verdade que é eterna, precisa alcançar o homem numa dada temporalidade e se apresenta em condições de igualdade com a não-verdade.
Tal discussão sobre a verdade e a apreensão dela me levou a fazer uma certa leitura do filme o "O Espelho" do Iraniano Jafar Panahir, que na minha modesta opinião celebra um seleto clube de gênios contemporâneos do cinema. Neste filem absolutamente inquietador, sobre uma menina que se perde ao tentar encontrar o caminho para casa, depois que sua mãe não vai buscá-la na saída da escola e passa por uma verdadeira odisséia na tentativa de reencontrar a sua casa. O diretor numa dada altura do filme começa a questionar a validade de sua denuncia enquanto portador da verdade deixando para os espectadores a dúvida, não quero estragar a surpresa do filme aqui, mas posso adiantar que mesmo que ele proponha ao espectador a decisão se o que mostra é ou não verdade. Necessário, aqui, lembrar que ele conduz o filme do inicio ao fim, a verdade está nele queiramos ou não, portanto, cabe a nos decidirmos se ficamos com ela ou não. E tal decisão é dada também por ele, então fica a pergunta: a verdade é algo que está em nós ou é mesmo algo decisivo no tempo e levada a nós por um mestre?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Sol de Brasília


Eu já falei aqui que meu olhar diante de Brasília está paulatinamente mudando?
A cada dia que venho aqui, passo a gostar mais e mais, to achando a cidade cada dia mais bonita, e neu não sabia que ela era patrimônio da humanidade, que bobinho eu.
pois é. tenho me pegando olhando e contemplando suas largas avenidas, seu frio concreto, seus futuristas e majestosos edifícios. e a UnB que de fato é uma grande universidade e como toda universidade cheia de problemas com um monte de menino e menina legais de se vê, a minha turma de francês tem se mostrado uma turma legal, as aulas de Márcio tem sido muito proveitosa, a biblioteca daqui é silênciosa e da pra estudar, pasmem! sei que o curso de filosofia daqui não está bem das tamancas, não ligo muito, quero fazer um bom trabalho e tenho me divertido e me cansado muito, mas esta sendo muito bom, tenho tempo livre, pra estudar, conversar, ver filmes, ouvir música, ler, produzir, não acordo de mal humor, tenho duas companhias lá em Gym , que são uma fofura e passamos o dia lendo coisinhas e discutindo filosofia, tragédia, cristianismo. Aelton como um bom intelectual fica ajudando todo mundo nas interpretações, nos diálogos , nas dicas, é gênio esse menino, e Mamãe Joyce fica lá doidinha que śo ela a falar de tragédia pelos cotevelos a fazer carinho na fiarada(eu e Aelton) e comida também e escrevendo sua dissertação e sua monografia ao mesmo tempo, ela é toda confusa, mas escreve muito bem, tem sido uma bela família e que estamos vivendo aqui, eu como sempre me metendo em frias, kkkk, e acordo cedo, simtomatizo minhas loucuras, fico lembrando dos meus amiguinhos, como são carne de minha carne, sangue do meu sangue, nossa como eu gosto de voces e como não podia né, que bom que nos encontramos e fazemos de nossas vidas juntos um do outro , uma vida menos sofrida, menos melancolica, OH! que bonito que coisa linda...

beijos no bumbum de todos!!!

J

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vai um maracujazinho, ai?



Não me perguntem como, mas essas frutas em formato peniano são maracujás!
Bem que eu queria um pé desses por aqui!!!

Jt