sexta-feira, 28 de maio de 2010

Homofôbia

Algums posteres atrás, Nina postou uma declaração claramente homofóbica de um famoso autor de telenovela, paralelo a tal fato:


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O que era para ser uma reflexão sobre “Diversidade Sexual e Coisas do Gênero” e “O Eu feminino Hoje: Questões sobre a mulher na contemporaneidade” transformou-se num palco de discussões online que geraram comportamentos homofóbicos por parte dos alunos da Universidade Federal de Ouro Preto (MG).



Com o intuito de instigar maior reflexão sobre os direitos iguais para os homossexuais e os paradigmas da beleza feminina na universidade, além de chamar a atenção dos passantes para os debates que ocorriam no local, alunos do curso de Artes Cênicas realizaram algumas performances, no dia 13 de maio no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas – ICEB, onde aconteceriam as mesas sobre os dois temas.



Para batalhar uma vaga dentro de uma república, os alunos da UFOP precisam andar com umas placas onde constam, na maioria das vezes, as seguintes informações: “Sou o bixo [apelido] e batalho vaga na [nome da república]”. Em uma das performances, os alunos de Artes Cênicas fizeram uma adaptação e andaram pelo ICEB com placas que diziam: “Sou bixa e batalho vaga contra a homofobia na UFOP”. Enquanto isso, dois homossexuais se beijavam, enquanto outro se transvestia.



Para questionar os padrões de beleza impostos pela contemporaneidade, uma aluna expôs os seios e rabiscava seu corpo, evidenciando seus defeitos, semelhantes às marcações feitas por médicos antes da cirurgia plástica. Ao causar espanto nos transeuntes, a polícia foi chamada para interromper as performances, sob o argumento do “atentado ao pudor”.



“Rebuliço” no Orkut



A repercussão de tais performances terminou por ser, ironicamente, motivo de chacota pela comunidade acadêmica que presenciou o ocorrido. Um tópico aberto na comunidade “UFOP” do site de relacionamentos Orkut, intitulado “Rebuliço hoje no ICEB”, gerou uma onda de ofensas direcionadas aos estudantes de Artes Cênicas em geral, especialmente aos homossexuais e à garota que expôs seu corpo. Segundo os alunos participantes da discussão online, as performances foram ofensivas e agressivas ao mostrar um casal homossexual se beijando e uma menina sem roupa.



Os responsáveis pela organização dos debates, membros do Diretório Central de Estudantes (DCE), afirmam que as performances foram autorizadas pelo Pró-Reitor de administração André Lana. Mesmo assim, alunos chocados com as cenas que presenciaram chamaram a polícia acusando a aluna de atentando ao pudor. Segundo o Art. 233 do Código Penal. TJSP. RT 841/475, “Nas peças teatrais, a nudez é apenas uma parte integrante do espetáculo. O dolo do agente não é de chocar ninguém, mas de interpretar seu personagem. Mais que isso, tem-se aí uma verdadeira manifestação de um direito de expressão, protegido constitucionalmente. Logo, nesse caso, não há que se falar em crime.”, o que significa que a intervenção policial desrespeitou um direito legal da artista.



Entre argumentos que envolveram a qualidade artística das performances, passando pela relevância de uma manifestação contra a homofobia, a necessidade ou não de uma aluna estar com os seios descobertos e pelos posicionamentos dos alunos homossexuais do curso de Artes Cênicas, o tópico da comunidade transformou-se em uma coleção de depoimentos de natureza intolerante, machista, preconceituosa e violentamente homofóbica. Palavras como “zoológico”, “animais”, “doença”, “viadagem”, “bixarada”, “vagabundos”, “baderna”, entre outras diversas, se repetiram entre as mais de 500 postagens do tópico, numa demonstração clara de como o preconceito está vivo e ativo nas universidades brasileiras. Entre as sugestões dos estudantes da UFOP para “resolver o problema” estava a remoção do Departamento de Artes Cênicas para um campus em outra cidade, e o jubilamento dos envolvidos nas performances.





Homofobia nas universidades



O caso exposto de repúdio aos homossexuais da UFOP, especialmente aos do curso de Artes Cênicas, faz eco com casos semelhantes em outras instituições federais, como o recente caso de homofobia na Universidade de São Paulo (USP), onde estudantes do curso de Farmácia distribuíram um fanzine através do qual convidavam alunos a “jogar merda” em gays em troca de convites para uma festa. A própria UFOP já registrou outros casos de homofobia, como em 2006, quando o professor Luciano Flávio de Oliveira foi chamado de “viado” e “bicha” por alunos em pleno restaurante universitário. Em 2008 o jornal O Globo publicou matéria de capa sobre homofobia nas universidades brasileiras, contando casos de agressão física e psicológica sofrida por alunos homossexuais.



Temas relacionados à homossexualidade estão garantindo um espaço expressivo na mídia. Há menos de um mês o programa Profissão Repórter, da Rede Globo, produziu uma edição inteira sobre questões relacionadas à diversidade sexual, que incluía o tema da intolerância dentro de casa, na faculdade e no trabalho. Também no mês de maio a Revista Veja fez uma matéria de capa sobre a homossexualidade, e apesar de seu discurso afirmar que hoje em dia há mais tolerância entre os jovens e que “nunca foi tão natural ser diferente quanto agora”, o que se vê dentro das universidades revela outra realidade.



O caso registrado na comunidade da UFOP no Orkut oferece mais uma ferramenta para se pensar a questão da homofobia nas universidades. Por ser o Orkut um site de relacionamentos público e aberto à visitação de quem estiver nele cadastrado, encontra-se no arquivo do fórum o registro de todas as manifestações preconceituosas direcionadas aos alunos homossexuais, com os nomes e fotos dos seus respectivos autores. O fórum pode ser acessado através deste link: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=34563&tid=5470819588059482843



Sob a conveniência do direito à opinião, liberdade de expressão continua sendo confundida com desrespeito e intolerância. Enquanto acontece a discussão ao redor da legislação que torna a homofobia um crime, enquanto o governo não se decide sobre o assunto, ainda será permitido que o preconceito se manifeste de forma agressiva, desrespeitosa e, algumas vezes, inclusive incitando a violência contra os homossexuais, como no caso da UFOP."

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=34563&tid=5470819588059482843


Jt

Contentamento


O dia começou preguiçoso, sabe aqueles dias que você não quer levantar da cama a não ser para comer e mijar? pois é, foi assim, a cama foi minha companhia perfeita, ainda na cama visitei meus e-mails e enviei alguns, contudo precisaria ir ao centro da cidade comprar um presente para uma amiga carinhosa que tenho desde a infância, mas ainda estava naquela indisposição, foi quando ligando para outra amiga minha e marcamos de ir ao centro juntos, demorei um pouco pra sair de casa, já era fim de tarde, de modo que ao chegar no ponto peguei aquele ônibus cheio de operários voltando do árduo dia de trabalho e eu pensava no meu dia totalmente improdutivo, totalmente ocioso e nem ocio produtivo foi, uma crise rolou, mas jaá estava angustiado o suficiente com a demora dos ônibus e com a quantidade de pessoas que continuava a entrar nele(egoismo?), engarrafamentos e mais engarrafamentos até o momento em que consegui chegar ao lugar previamente marcado.
Encontrei minha amiga e andamos um pouco pelo centro, eu fico sempre surpreso com o comercio marginal que acontece no fim da tarde no centro da cidade, quando as lojas começam a fechar, é uma coisa incrível, logo todo o calçadão da João Pessoa fica cheio de ambulantes vendendo todo tipo de coisa. bem comprei o presente e decidimos ligar para um amigo especial para ir até algum lugar conversar e foi o que aconteceu encontramos com ele ambém no cento da cidade e seguimos para um barzinho, chegamos lá por volta das sete horas, conversamos bastante, rimos e ficamos assustados com um cachorro que avançou sobre nós na rua deserta que seguiamos, o pavor se instaurou nos meus dois amigos o que fez com que um deles chamasse um taxi, ja eram onze horas da noite.
Antes já haviamos acertado de ir dormir na casa do meu amigo, onde a casa ficava relativamente perto, estavamos rindo muito, pelo contentamento da comunhão, pelo nervosismo do ocorrido, estavamos bem. quando entramos em sua casa, seguimos para um quarto onde estava seu computador, entramos neste blog e começamos a relembrar de músicas dos anos 80 e 90, entramos então no Youtube e começamos a ver as performances dos cantores enquanto imitavamos eles com sublime empolgação, foi divertido,mas o ponto alto mesmo foi quando encontramos a abertura da novela mexicana Carrossel, gente que bacana, que emocionante, riamos muito, muito. eu estava pra lá de satisfeito, nada como amigos para tornar o dia cheio de vida. foi simples, contido e muito bom.

JT.

“Mrs. Dalloway disse que compraria ela mesma as flores.”


Maníaco. Lí, e a palavra me assustou deveras. Conversei longas horas sozinho e ainda converso sobre, é algo que me apavora. Há um termo bonito, da moda, moderninho até: Bipolar. Escrevo e recordo de uma amiga berrando em estado de surto “isso é bipolaridade, não é frescurinha não!” Óbvio, me irritei, me chateei, mas como ela mesma me disse um dia, não posso esperar que todos conheçam tudo e em profundidade.

A medicação mais famosa e antiga no tratamento do Transtorno Bipolar é o lítio, que segundo dizem está com a venda proibida pela Anvisa em farmácias. Li em diversos sites e revistas especializadas que são muitos os efeitos colaterais, que é importante evitar sal, cafeína, álcool. Hoje, é comum a recomendação médica ao uso de lamotrigina.

Há uma variação extrema e intensa de humor que vai de uma euforia incontrolável e ininteligível para quem sofre desse mal. Há casos em que pessoas gastam quantias absurdas de dinheiro. Nessa fase, o “bipolar” ou maníaco depressivo (nada tem a ver com psicopatia), pode ter seu desejo sexual aumentado absurdamente. Numa conversa com amigos isso pode soar deveras engraçado, mas é irremediavelmente perturbador e muito difícil de se controlar.

Há a outra fase, a depressiva. Nessa, o indivíduo não vê coloração no mundo. Tudo parece ter se revestido de cinzas. Em casos mais graves, quando não se faz uso de medicamentos, o último estágio é o suicídio, os pensamentos recorrentes a cerca de, ou as tentavias. Nesse estágio, tudo se pinta de vermelho.

Tal transtorno não se caracteriza por raiva e descontrole súbito, ele é caracterizado, como mencionado anteriormente, por fases de hiper euforia e profunda depressão, nas quais o intervalo pode variar de acordo com cada pessoa e seu organismo: semanas depressivas e extremamente dolorosas seguidas por semanas de intensa euforia.

A fase eufórica é a que o individuo mais gosta, assim, muitas vezes ele não percebe e passa a perder noção de sua batalha contra essa patologia na fase depressiva.

O medicamento regula o humor, mas não pode ser deixado nem por um dia. Caso esqueça o paciente do remédio, ele deve ingeri-lo imediatamente após a lembrança.

É engraçado como alguns sites e revistas abordam os “famosos maníacos depressivos” e expõem nomes. Tratam o assunto de forma tão ridícula que parece muito bonito e interessante viver esse transtorno.

Virgínia Woolf, Cazuza, Maria Callas, Janis Joplin etc etc ...

“Essa tendência tem a ver com o espírito inovador e o temperamento emocionalmente intenso, curioso e empreendedor”. O sofrimento alheio agora é exposto como fetiche estético.

That’s my voice (lembro de alguém gritando em um filme, a cena era em uma estação de trem). Ela queria voltar para Londres. Queria ir embora. A personagem no filme As Horas era Virgínia Woolf. Filme não muito bem aceito entre os cinéfilos por questões estéticas ou técnicas, sinceramente não recordo.

Lembro de uma mulher absurdamente introspectiva, afundada em um mundo e com um desejo louco de respirar. Não vejo beleza nisso. Sofrimento para mim é feio, antiestético.

No! It’s mine! Ela gritava. Leonard, seu marido, baixa a cabeça e chora, sentado ao seu lado.

Mas quanto à medicação.... há pacientes que decidem deixar os remédios... mas a ponte entre a consciência e o reverter a situação é escura demais, não sei como fazem e se conseguem viver plenamente e como podem pensar claramente sem os psicofármicos. Dizem os médicos que a ponte é infinita, posto que é crônica, mas mesmo assim, alguns tentam iluminá-la.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

DA ARTE DE MANTER A MÃO NO LUGAR CERTO DURANTE UM BEIJO...

Não gosto muito de beijo na boca. Quer dizer: tive tão poucas experiências neste sentido que, antes de querer saber se gosto ou não, inverti precipitadamente a equação, e saí divulgando para os quatro ventos que sou anti-beijoqueiro. Tive uma adolescência marcada por cáries frontais e, como tal, os idílicos beijos homoeróticos que a cultura de massa me ensinou a desejar só vieram se apresentar frente a mim por volta dos meus 22 anos de idade. Tarde demais...

Nesse entretempo, porém, estava mais do que habilitado a enfiar as mãos na genitália alheia em situações diversas, incluindo-se aí viagens descompromissadas de ônibus. Unir uma coisa a outra, tão propagandeada por amigos meus, nem pensar. Fico na vontade...

Como acredito na validade daquele ditado popular que prediz que “não se fecha uma porta sem se abrirem duas janelas”, fui apresentado a um cineasta tailandês genial de nome Apichatpong Weerasethakul, premiado este ano no Festival Internacional de Cinema de Cannes, com “Lung Boonmee Raluek Chat” (2010), algo que pode ser traduzido como “Tio Boonmee que Pode Falar com Suas Vidas Passadas”. Desde já, é um dos filmes que mais desejo/preciso ver, enquanto me consolo com as projeções idílicas do sublime “Eternamente Sua” (2002), mostrado em foto. Ah, quem me dera...

Wesley PC>

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Gente que coisa, Diana gravou as mesmas músicas quase sempre, olhe como ele envelheceu bem. está linda pacas! o último Cd dela saiu em 2000, diz o site lá que ela ta em turne, imagina se ela aporta aqui em Aracaju? Todos nos aqui com faixas , cartazes e tudo mais... sou fã de carteirinha, fã!


Estou feliz agora depois que tudo acabou, depois que tudo acaboooou, meus parabéns agoraaaaaaaaa

Beijitos

J.

My back pages ( tradução)

My back Pages

TRADUÇÃO

TRADUÇÃO

Chamas púrpuras amarradas através dos meus ouvidos
Deixando fortes e poderosas armadilhas
Atacado por fogo em estradas flamejantes
Usando ideias como meus mapas
"Nos enfrentaremos, logo", eu disse
Orgulhoso de testa quente
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

Preconceitos ultrapassados seguiram em frente
"Cortem pela raiz todo o medo", eu gritei
Mentiras de que a vida é branca e preta.
Ditas da minha caveira, eu sonhei.
Histórias românticas de mosqueteiros
Encrustradas fundo, de alguma forma.
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

Rostos de garotas formaram o caminho a seguir
De invejas falsas
À memorizar pedaços
de história antiga
Forçados por evangelistas antiquados
De quem ninguém fala nada, de alguma forma.
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

Uma língua de um autodidata
Muito sério para gracinhas
Disse que liberdade
É só igualdade na escola
"Igualdade", eu disse essa palavra
Como um voto de casamento
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

Na presença de um soldado, eu apontei minha mão
Para os cachorros loucos que educam
Sem temer que eu me tornaria meu próprio inimigo
No momento que eu pregasse
Minha existência liderada por barcos de confusão
Motim da popa à proa
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

Sim, minha guarda se manteve firme quando ameaças imaginárias
Muito nobres para negligenciar
Me fizeram pensar
Que eu tinha algo para proteger
Bom e mau, eu defino esses termos
Muito claros, sem dúvidas, de alguma forma.
Ah, mas eu era tão mais velho, então
Sou mais novo do que antes, agora.

by paulohp

My back pages (Bob Dylan)

My Back Pages (Bob Dylan)
Crimson flames tied through my ears
Rollin' high and mighty traps
Pounced with fire on flaming roads
Using ideas as my maps
"We'll meet on edges, soon," said I
Proud 'neath heated brow.
Ah, but I was so much older then,
'm younger than that now.

Half-wracked prejudice leaped forth
"Rip down all hate," I screamed
Lies that life is black and white
Spoke from my skull. I dreamed
Romantic facts of musketeers
Foundationed deep, somehow.

Ah, but I was so much older then,

I'm younger than that now.


Girls' faces formed the forward path
From phony jealousy
To memorizing politics
Of ancient history
Flung down by corpse evangelists
Unthought of, though, somehow.
Ah, but I was so much older then,
I'm younger than that now.
A self-ordained professor's tongue
Too serious to fool
Spouted out that liberty
Is just equality in school
"Equality," I spoke the word
As if a wedding vow.
Ah, but I was so much older then,
I'm younger than that now.

In a soldier's stance, I aimed my hand
At the mongrel dogs who teach
Fearing not that I'd become my enemy
In the instant that I preach
My existence led by confusion boats
Mutiny from stern to bow.
Ah, but I was so much older then,
I'm younger than that now.

Yes, my guard stood hard when abstract threats
Too noble to neglect
Deceived me into thinking
I had something to protect
Good and bad, I define these terms
Quite clear, no doubt, somehow.
Ah, but I was so much older then,
I'm younger than that now.