quinta-feira, 6 de maio de 2010

Um hippie ...

Ele disse que eu podia ficar, contanto que lhe gozasse na cara. Fui baixando a bermuda e rindo. O otário doidão de tanta alegria, pra ser exato, 250 gramas dela, que ele tragava pigarreando com um jeito irritante, nojento. Nem podia imaginar que meus desejos eram um teto limpo e uma cara lisinha de bacana metido a hippie pra lambuzar com minha gala.

Estava cheio de tanta merda emaconhada, é que o prazer já estava fingido demais, e eu tinha uma barragem absurdamente imensa obstruindo o fluxo de meus devaneios. Consciência era um fardo pesado demais. Uma víbora filadaputa. Eis o meu lado involuntário.
Já havia me chapado tanto. Da última vez vi o nada embaixo da estante de uma amiga: a meia suja do marido dela. O nada ali fora fedia, mas o oco nativo desse corpo jovem e avermelhado tinha o cheiro da morte.

- Você não fica cheio com toda essa merda, cara?

- Me explique (deu uma baforada fedida na minha cara) o que você faz pra suportar a vida?

- Me masturbo.

Entre filósofos

Por duas vezes fui obrigado a por em papel “o que tenho como conceito” de cultura e natureza numa dinâmica disciplinar. Imaginem vocês o Ódio. Já não basta calar-me diante das opiniões pseudo-intelectuais infundadas e alicerçadas nas n u v e n s de fumaça do senso comum dos filósofos de Aracaju, sou violentamente coagido a desenhar... a natureza e a cultura.

Não sei o que menos suporto: se ouvir hominídeos possuidores da verdade absoluta , ou se “desenhar” conceitos.

Disse-me uma amiga: não espere de uma sociedade compartimentada em conhecimentos um entendimento sensato do que todos julgam ser experts. Ela tem razão. Ela tem razão...

Mas é que a incompetência aqui é tamanha que por um fio não parto a cara de um desses “filósofos” quando regurgitou que eu enriqueceria porque estudava o meio ambiente (muita grana – ele disse, os olhos brilhavam vermelhos), o sangue em meus devaneios jorrava calado e quente, ruborizando a calçada.

Nada fiz, violência aqui só na cama!

Entrei no ônibus e fui embora, rico de ódio e tesão, o tal filósofo era muito gostosinho...

Quanto aos desenhos...

natureza: maça mordida (há algo de paixão nas florezinhas e no homem, não há não?);

cultura: não tive coragem de desenhar.


Se existe um tipo de filme que me irrita muito, esse tipo é exatamente esse que aparece ai na foto. "Direito de amar",Single man é o titulo original deste filme dirigido pelo afamado estilista Tom Ford. e o que tem nele que me irrita, listamos:

1- Pretensão a ganhar prêmios.
2- Pretensão acadêmica.
3- Fôrmula desgastada de narrativa, em que o flash back é detalhadamente explicativo e previsíveis ao maximo.
4- melodramatico no pior sentido do termo.
5-Má utilização dos personagens secundários.
6- Roteiro recheado de situações obvias e desnecessarias.(vide a cena em que na chuva o protagonista chora desesperado a morte do namorado-marido enquanto busca o consola da melhor amiga)
7-interpretações pseudo-Stanislavskianas

Talvez o personagem principal lembre um pouco do meu medo da velhice de ficar só, e um pouco de minha rabugice, mas para por ai, e ess foto é legal, mas também pretenciosa........

beijos

JT

terça-feira, 4 de maio de 2010

MILLENNIUM MAMBO





De fato, se eu tiver que escolher, escolho a escola asiática de cinema como a minha preferida! ao menos na atualidade.

Influênciada pela teoria do critico fancês André Bazin, que concebia o cinema como representação máxima ralidade e que sendo assim a feitura de um filme deveria minimizar os efeitos da montagem afim de garantir ao expectador um grau sempre maior de impressão do real, os bons diretores taiwaneses, malaios e chineses obtiveram em tal teoria a perfeita combinação entre o que se queria e quer mostrar, ou seja, os problemas atuais de seus países, sejam eles de ordem socio-economica ou de ordem existencial e a forma estética apropriada, fazendo assim surgir o que chamo de reivenção do neorealismo.

Millennium Mambo de Hou Hsiao Hsien é um filme sufocante, primeiro por expor de forma amarga, dolorida e sem perspectiva uma realidade em que o mal-estar advindo da homogenização cutural do consumo se impõe de forma a fragmentar as inter e extras relações subjetivas. Segundo ponto é que o cotidiano de um casal é exposto de forma a que a submissão aos escapismos hedonistas revelam, na verdade, a derrota e a falência de uma cultura milenar que experimenta sem o conforto de qualquer religião um vazio sem precedentes.

Mas posso também afirmar que ao menos o cinema, mesmo tomando de empréstimo algumas bases ocidentais, formaram o que se tem de mais original e criativo na cinematografia mundial, Millennium Mambo é um filme de uma beleza plástica-fotográfica sublime e impecável em que a câmera em muitos momentos torna aquele que olha um observador estranho a um mundo gélido de conflitos angustiantes. é concerteza um dos mais belos filmes da dêcada!

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Conversando com amigos, lembrei de como éramos orfãos tecnológicos na nossa adolescência e de como era uma alegria encontrar o editor de textos mais famoso do continente para listarmos os filmes mais ovacionados pela nossa pretensa opinião. Será que conseguiria fazer uma lista dos 1oo melhores como fazia outrora? acho que hoje não. É muio cruel e acabamos sempre esquecendo um ou outro. O último filme que eu vi, por exemplo, entrou pro panteão, mesmo não sendo tão celebrado assim. É um filme maravilhoso, francês de 1994 dirigido por André Téchiné, super bem interpretado, com personargns complexos e uma trama igualmente complexa cheia de nuances e questionamentos acerca da vida, da existência, das escolhas, da política, do amor, das descobertas sexuais,da amizade, é um filme que uma gama de possibilidades se abre... eu sinto falta de fazer listas, parece coisa infantil mas dá um sabor tão nóstalgico pensar em algo assim, poxa! e como era difícil ver filmes fora da programação televisiva, mas agradeço pois foi lá, nas madrugadas, nos corujões que formei um pouco do meu gosto pelo cinema, pelo bom cinema.

Mudando de assunto, acabai de ler uma matéria infame de um jornalista do "observatório da imprensa", o qual não quero me recordar o nome agora, o referido artigo finalizava apontando que a pedofilia é algo muito mais propenso aos homossexuais. Tal artigo fazia uma crítica aos meios de comunicação por tratar superficialmente ou de forma sensacionalista a questão da prática abusiva pelos padres da Igreja que instaurou uma pseudocrise na imagem do clero católico. ele esqueceu de analisar os dados que indicam que o incesto praticados pelos pais em suas filhas menores de idade são alarmantes e fora que muitos casos não são relatados, a questão da pedofilia não passa pelo gosto sexual de cada, mas antes, pela perca de humanidade e retorno a natureza puramente animal dos homens. Quando o homem se comporta desta forma deixa de lado uma de suas características: o domínio (ao menos parcial) sobre seus impulsos animais. Ser ou estar homossexual não implica uma tendência a pedofilia, isso é uma forma apressada, abusada e sensacionalista para se pensar tal questão.

UM DIA DE FÉRIAS


Acordei cedo e meio perdido com o (im)previsto tentei achar algúem no mundo virtual, conversei um pouco, desmotivado não segui a diante. parei, fui comer, não achei, fui ler, não conseguir e agora o que faço? preciso de um esquema definido e com poucas portas abertas para atender aos imprevistos. estamos já no mês 5, será que caminhamos para o fim? é tudo tão ruim, o que sobra é reviver e reviver e querer, não almejo futuro, não aguento persegui-lo, sou um fraco, e daí? posso fazer o que? aceitar ou lutar?, o velho senso comum, viver numa ilusão é ainda viver? não viver a realidade é aceitar?, mas se não há mais jeito, escapismo sempre? que droga não quero mais, é tão confuso, a um peso insustentável que ontologicamente não se explica. Deito em minha cama e só consigo falar clichês, olhar ao redor está ficando difícil, só se olha pra dentro e não se fala de outra coisa a não ser de uma subjetividade doentia, patológica e que mesmo com a vida que oscila doentiamente, os infortúnios é visto como necessário, mas se busca evitar e quando não discursa contra, discursa a favor e esse eterno paroxismo eleva a malfadada existência, somos mesmo responsavéis pela nossas ações? almoçei feijão com arroz e depois comi um pedaço gigantesco de chocolate e depois um super gole de água. momentos bons. vejo as horas passar e não consigo andar, andar a diante, sorrir ou chorar, quero.......preciso ir, mas antes há uma beleza fria que sai do artifício de uma rosa que aponta pra o ceú e que não nos olha.....

domingo, 2 de maio de 2010

UM DE MIM


Pense num domingo cansado em que o sol forte esconde um quarto escuro e ouve-se música francesa pop e triste e depois de tomar o café perto do sofá, lembra-se de um fio d'agua que derrama que inunda devagarinho. pense num domingo em que amigos te ligam e não consegue responder, pense no cinema a tarde que lhe chama e depois do almoço um fininho pra relaxar, queria gozar mas não me deixa passar, naquele domingo consegui levantar e senti ainda um fio d'agua derramar agora pense num domingo que se vai....